Política Nacional

A austeridade voltou. Costa dá migalhas aos portugueses esmagados com impostos

A austeridade voltou. Costa dá migalhas aos portugueses esmagados com impostos
O tão aguardado plano de combate à inflação foi finalmente apresentado pelo primeiro-ministro, vários meses depois da crise inflacionista se ter instalado e estar a penalizar fortemente as famílias portuguesas.

Depois de se recusar a aceitar, até há pouco tempo, que a inflação tinha vindo para ficar, o Governo apresenta um plano manifestamente insuficiente para fazer face às dificuldades que a grande maioria dos portugueses está a atravessar.

Por um lado, mantém a maior carga fiscal de sempre, tendo arrecadado cerca de 23 mil milhões de euros em IRS e IVA com a inflação. Por outro apresenta um pacote de medidas no valor de 4 mil milhões de euros, bem abaixo daquilo que recolheu em impostos, tal como se pode observar.

Entre outras medidas, anunciou que irá realizar um aumento extraordinário das pensões no mês de outubro, cingindo-se apenas a esse mês, quando no ano seguinte altera a regra de cálculo do aumento de pensões, o que faz com que este fique muito abaixo da inflação.

Para além disso, apresenta medidas de apoio direto aos rendimentos das famílias, mas que se cingem apenas ao próximo mês de outubro. Ora, os problemas do aumento do custo de vida vão muito para além de outubro, não se vislumbrando no horizonte soluções capazes de estancar este aumento de preços.

Na reação à apresentação destas medidas, o líder do CHEGA não tem dúvidas ao afirmar que "este plano é uma fraude política, financeira e fiscal", frisando que se trata de “uma migalha do que o Governo tem cobrado com a impostos a mais a crescer com a inflação”.

No que se refere ao aumento dos pensionistas, acusou: “É uma fraude, não é um aumento, é uma antecipação apresentada como aumento. António Costa falhou aos portugueses, fingiu que estava a aumentar quando na verdade está só a antecipar”.
André Ventura sublinha que “É um plano vazio, tardio e que não tem nenhuma repercussão na vida real das pessoas. Era a pior notícia que podíamos ter hoje do Governo de António Costa. O que hoje foi apresentado não se traduzirá em quase nada na vida dos portugueses nem irá contribuir para conter a inflação que irá continuar a galopar”.

Outro tema que o líder do CHEGA abordou foi a inexistência de medidas relativamente ao preço do gás de botija, que é utilizado em cerca de 70% dos lares portugueses. Ventura perguntou ainda a razão pela qual o Governo ainda “não desceu o IVA dos combustíveis”, o que permitiria “aliviar desde já a classe média portuguesa”.
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