Política Nacional

Ditadura. Parlamento volta a negar vice-presidência ao CHEGA

Ditadura. Parlamento volta a negar vice-presidência ao CHEGA
Os deputados à Assembleia da República mostraram, uma vez mais, um enorme desrespeito pelos 400 mil portugueses que votaram no partido CHEGA nas últimas eleições legislativas.

Esta falta de respeito fez-se notar, novamente, quando, esta quinta-feira, os deputados reprovaram, pela terceira vez, o nome de um deputado do CHEGA para ocupar o cargo de vice-presidente da Assembleia da República que se encontra vago.

Cabe recordar que o Regimento da Assembleia da República determina, no número 2 do artigo 23º, que “cada um dos quatro maiores grupos parlamentares propõe um Vice-Presidente e, tendo um décimo ou mais do número de Deputados, pelo menos um Secretário e um Vice-Secretário” – o CHEGA é o terceiro maior grupo parlamentar – e a prática parlamentar das últimas décadas é a de que os quatro maiores grupos parlamentares tenham um deputado na vice-presidência da Assembleia da República.

Desta forma, e mais uma vez, caiu a máscara aos falsos democratas que poluem o Parlamento e que desrespeitam a vontade dos portugueses, em particular dos 400 mil portugueses que transformaram o CHEGA no terceiro maior partido da política portuguesa.

O deputado Rui Paulo Sousa viu assim a sua eleição a vice-presidente da AR falhar com 64 votos favoráveis, 137 brancos e 12 nulos, num total de 213 deputados que votaram.

Após o anúncio dos resultados, o Presidente do Partido CHEGA, André Ventura, teceu duras críticas aos deputados e, em especial, ao Partido Socialista quem acusou de promover um “verdadeiro boicote” ao terceiro maior partido a nível nacional.

“Este resultado só tem um partido responsável: é o partido que governa Portugal”, frisou.

“O CHEGA apresentou candidatos com diferentes perfis e, portanto, é com particular tristeza que assistimos ao facto de que o que está em causa não é o perfil dos deputados, mas sim um verdadeiro boicote ao CHEGA, um boicote partidário e ideológico, o que não fica muito bem a uma câmara fazer, ainda que o CHEGA respeite o voto dos seus pares, porque é assim que fazemos em democracia”, assinalou André Ventura, frisando que, depois de rejeitada a eleição de Diogo Pacheco de Amorim, de Gabriel Mithá Ribeiro e agora de Rui Paulo Sousa não há mais nada a dizer que não seja: “Este é o maior boicote vergonhoso parlamentar de que há memória na Europa Ocidental”.
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