TAP: Indemnização de Alexandra Reis foi processo que correu mal

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O ex-ministro Pedro Nuno Santos assumiu hoje que a indemnização a Alexandra Reis foi um processo “que objetivamente correu mal”, apesar de ter representado menos de 1% do trabalho que o ministério teve na TAP.

Na intervenção inicial na audição que decorre esta tarde na comissão parlamentar de inquérito à TAP, Pedro Nuno Santos começou por referir que esta audição é “mais difícil” do que a da semana passada na comissão de economia e com “temas desconfortáveis”, mas sublinhou a importância de ter a oportunidade de poder falar e se poder defender depois destes meses de silêncio.

“A indemnização a Alexandra Reis é menos de 1% do trabalho que tivemos na TAP, é menos de 0,1% do trabalho que tivemos no ministério, mas foi um processo que objetivamente correu mal”, assumiu.

O ex-ministro admitiu que o valor da indemnização paga a Alexandra Reis “é alto em qualquer país do mundo” e em “Portugal ainda mais”.

“Mas numa empresa onde os salários dos administradores são altos, onde temos trabalhadores que também ganham muito, alguns mais do que vogais do Conselho de Administração e, por isso, a indemnização – sendo um valor alto – é conducente com os salários pagos naquela empresa, tal como na Caixa Geral de Depósitos, quando pagaram um milhão de euros a um ex-administrador e 750.000 euros a outro”, sublinhou.

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