Taxa de inflação anual na zona euro abranda para 5,2% em agosto

A taxa de inflação anual na zona euro abrandou em agosto para 5,2%, face a 5,3% em julho, e a da União Europeia (UE) para os 5,9% (6,1% em julho), divulga hoje o Eurostat.

© D.R.

Em agosto de 2022, a taxa de inflação média dos 20 países da moeda única era de 9,1% e a do conjunto dos 27 Estados-membros de 10,1%, segundo o serviço de estatísticas da UE.

Na zona euro, inflação subjacente (‘core’) – que exclui os agregados mais voláteis como energia, bens alimentares, álcool e tabaco – fixou-se, por seu lado, nos 5,3%, um abrandamento face aos 5,5% de julho, mas um ponto acima da taxa homóloga (4,3%).

A taxa de inflação anual da energia, por seu lado, foi de -3,3% na zona euro, face aos -6,6% de julho e aos 38,6% de agosto de 2022.

Na UE, as maiores taxas de inflação — medidas pelo Índice Harmonizado dos Preços no Consumidor (IHPC, que permite fazer comparações entre países) — foram registadas na Hungria (14,2%), República Checa (10,1%) e Eslováquia (9,6%).

Em Portugal, a taxa de inflação, medida pelo IHPC, fixou-se em agosto e é de 5,3%, face aos 4,3% de julho e aos 9,3% de agosto de 2022.

Últimas de Economia

O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.
A despesa pública com deslocações e estadias deverá atingir os 133,8 milhões de euros no próximo ano. Numa altura em que o Orçamento do Estado volta a colocar as contas públicas no centro do debate, os ministérios da Educação, Defesa e Negócios Estrangeiros concentram as maiores verbas destinadas a viagens e alojamento.
O Estado reforçou a sua participação na REN com a aquisição de mais 5,3% do capital à Fidelidade. A operação eleva a posição estatal para cerca de 19%, num investimento global que poderá atingir os 537 milhões de euros, segundo cálculos do jornal ECO.
Um agravamento da conjuntura económica poderá retirar dois mil milhões de euros à riqueza produzida em Portugal. O cenário de risco é reconhecido pelo próprio Governo.
O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.