Juros representam 61% da prestação média do crédito à habitação em novembro

O pagamento de juros representou, em novembro, 61% da prestação média do crédito à habitação, quando há um ano essa proporção era de 29%, segundo dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

© D.R.

Em novembro, considerando a totalidade dos contratos de crédito à habitação em Portugal, a prestação média era de 396 euros, mais quatro euros do que em outubro e mais 108 euros que em novembro de 2022 (um aumento de 37,5%).

Deste valor (396 euros), 240 euros correspondem a pagamento de juros, ou seja, 61% (há um ano a proporção era de 29%). Já 156 euros corresponderam a capital amortizado, o equivalente a 39%.

A subida das Euribor (acompanhando a subida das taxas de juro do Banco Central Europeu) tem levado os clientes com contratos de crédito a taxa variável a pagarem mais pelo empréstimo para compra de casa, o que levou muitas famílias a terem de reestruturar os créditos.

Em novembro, o capital médio em dívida do crédito à habitação era de 64.438 euros, mais 252 euros face a outubro, ainda segundo o INE.

No final de 2022, dizem dados do Banco de Portugal, havia 1,5 milhões de contratos de crédito à habitação.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".