Inflação acelera para 2,3% em janeiro com fim de IVA Zero e eletricidade

A taxa de inflação terá aumentado para 2,3% em janeiro, mais 0,9 pontos percentuais que em dezembro de 2023, impulsionada pelos preços da eletricidade e pelo fim do IVA Zero, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo INE.

© D.R.

 

“Esta aceleração é em parte explicada pelo aumento de preços da eletricidade e pelo fim da isenção de IVA num conjunto de bens alimentares essenciais”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE) em comunicado.

O indicador de inflação subjacente (índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos) terá registado uma variação de 2,5% em janeiro (contra 2,6% no mês precedente).

Já a variação do índice relativo aos produtos energéticos aumentou para 0,2% (-10,5% no mês precedente), enquanto o índice referente aos produtos alimentares não transformados terá acelerado para 3,2% (2,0% em dezembro).

Comparativamente com o mês anterior, a variação do IPC terá sido nula (-0,4% em dezembro e -0,9% em janeiro de 2023).

Nos últimos 12 meses, o INE estima uma variação média de 3,8% (4,3% no mês anterior).

Em janeiro, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português terá registado uma variação homóloga de 2,6%, contra 1,9% no mês precedente.

Os dados definitivos referentes ao IPC do mês de janeiro de 2024 serão publicados a 12 de fevereiro.

Últimas de Economia

O preço eficiente do gasóleo aumentou, esta semana, 1,2% para 2,289 euros, indicou hoje a ERSE - Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
A prestação média mensal dos empréstimos para habitação própria permanente atingiu em setembro os 450 euros, o valor mais alto desde o início da série, em 2018, e mais 9% em termos homólogos, divulgou hoje o BdP.
As instituições de crédito em Portugal concederam em setembro 2.171 milhões de euros para novos empréstimos à habitação, um aumento de 4,2% em termos homólogos, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
As dificuldades económicas estão a condicionar os projetos familiares dos mais novos. Metade dos jovens adia a decisão de ter filhos devido à insegurança financeira.
As previsões do Governo apontam para a manutenção da taxa-base máxima dos Certificados de Aforro no próximo ano. A evolução da Euribor deverá permitir que os portugueses continuem a receber juros de 2,5% na série F.
O Estado desembolsou 138,8 milhões de euros para comprar a participação da Fidelidade na REN. O valor pago inclui um prémio de 8,34% face à média de mercado dos últimos seis meses.
O défice do Serviço Nacional de Saúde (SNS) deverá mais do que duplicar no próximo ano, agravando-se em 1.377 milhões de euros. Apesar da intenção de reduzir os gastos com bens e serviços, a despesa aumentou 9,3% em 2026 e deverá continuar a subir.
A receita fiscal do Estado totalizou 51.161,9 milhões de euros até setembro, crescendo 6,5% em relação aos nove primeiros meses de 2025, impulsionada pelo IRS e IVA, indicam dados hoje divulgados pela Entidade Orçamental (EO).
A prestação da casa vai subir em novembro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações feitas pela Deco Proteste para a agência Lusa.
A taxa de inflação situou-se nos 3,8% em outubro, face a 3,6% em setembro, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).