Crédito ao consumo com recorde de 7.654 milhões de euros em 2023

Os bancos emprestaram em 2023 um recorde de 7.654 milhões de euros em crédito ao consumo, mais 0,8% do que em 2022 e o valor mais alto o início da série, em 2012, segundo dados hoje divulgados pelo Banco de Portugal.

© D.R.

 

O valor emprestado pelas instituições financeiras em 2023 supera o anterior recorde atingido em 2019 (7.594 milhões de euros).

Apenas em dezembro passado foram emprestados em crédito ao consumo 590,6 milhões de euros, numa queda ligeira de 0,6% face a dezembro de 2022 e menos 12,6% do que em novembro de 2023.

Por segmentos, no segmento do crédito automóvel o montante contratado foi de 235 milhões de euros, mais 2,2% do que no mesmo mês de 2022.

O montante de novos créditos pessoais diminuiu. O crédito pessoal ‘sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades’ foi de 239 milhões de euros (menos 3,2% face a dezembro de 2022). Por seu lado, o crédito pessoal para ‘educação, saúde, energias renováveis e locação financeira de equipamento’ foi de quase 10,4 milhões de euros (menos 4%).

Por fim, em cartões de crédito, linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto foram emprestados 106 milhões de euros, menos 0,4% face a dezembro de 2022.

Últimas de Economia

A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.
O preço dos combustíveis e lubrificantes para transporte pessoal na União Europeia (UE) aumentou, em agosto, 23,8% na comparação homóloga, após as subidas de 13,7% em junho e de 16,9% em julho, segundo o Eurostat.
A economia portuguesa cresce e emprega mais, mas continua a falhar onde mais conta para criar riqueza: no valor produzido por cada hora de trabalho. Em 2025, a produtividade portuguesa ficou em apenas 66,9% da média da União Europeia, abaixo do nível registado no início do século. A Business Roundtable Portugal alerta ainda para salários comprimidos, falta de investimento e dificuldades em reter trabalhadores qualificados.
As empresas comunicaram 407 despedimentos coletivos até agosto, o que representa um aumento de 13,4% face ao período homólogo, mantendo-se no valor mais elevado desde 2020, segundo os dados mais recentes divulgados pela DGERT.
O CHEGA apresentou um projeto de lei que pretende reforçar a proteção das famílias com crédito à habitação própria e permanente quando a prestação passa a representar uma parte muito elevada do rendimento mensal.
O líder do CHEGA, André Ventura, acusou este domingo o primeiro-ministro e o Governo de irresponsabilidade política e hipocrisia sobre o tema do IVA dos combustíveis, e pediu também ao PS que ponham a mão na consciência.