Três feridos e 13 detidos nas últimas 24 horas em motins na região de Lisboa

Três pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, na sequência dos distúrbios registados entre quarta-feira e hoje na região de Lisboa, anunciou a PSP, que neste período deteve 13 pessoas e registou 45 ocorrências de desacatos em oito concelhos.

© LUSA/MIGUEL A.LOPES

Num comunicado divulgado perto das 12:30, relativo às “últimas 24 horas”, a PSP confirmou a detenção de quatro suspeitos da prática de crimes de roubo, quatro de ofensa à integridade física qualificada, três de posse de engenhos explosivos e armas proibidas, um por tentativa de fogo posto e um por acionamento de extintor e dano contra viatura da PSP.

Foram ainda identificadas outras 18 pessoas por “motivos diversos”.

Segundo o balanço da autoridade, foram registadas neste período 45 ocorrências de incêndio em mobiliário urbano (maioritariamente caixotes do lixo) na Área Metropolitana de Lisboa (distritos de Lisboa e Setúbal), nos concelhos de Almada, Amadora, Barreiro, Lisboa, Loures, Oeiras, Seixal e Sintra.

Do total de ocorrências registadas resultaram uma viatura policial danificada, dois autocarros incendiados, oito automóveis e uma moto incendiados, além outro mobiliário urbano também queimado.

O ferido grave é o motorista de um dos autocarros incendiados, que sofreu “queimaduras graves na face, tórax e membros superiores”. Fonte da transportadora Carris Metropolitana tinha já indicado hoje que o homem, que conduzia a viatura sem passageiros em Santo António dos Cavaleiros, no concelho de Loures, está em estado grave.

Os desacatos desta semana na Área Metropolitana de Lisboa foram desencadeados pela morte de Odair Moniz, de 43 anos e morador no Bairro do Zambujal, na Amadora, que foi baleado por um agente da PSP na madrugada de segunda-feira, no Bairro da Cova da Moura, no mesmo concelho, e que morreu pouco depois, no Hospital São Francisco Xavier, em Lisboa.

Os incidentes tiveram início no Zambujal, na noite de segunda-feira e estenderam-se, desde terça-feira, a outros bairros da Área Metropolitana de Lisboa.

No total, mais de uma dezena de pessoas foram detidas. Além motorista do autocarro que sofreu queimaduras graves, alguns cidadãos ficaram feridos sem gravidade e dois polícias receberam tratamento hospitalar.

Segundo a PSP, Odair Moniz pôs-se “em fuga” de carro depois de ver uma viatura policial e “entrou em despiste” na Cova da Moura, onde, ao ser abordado pelos agentes, “terá resistido à detenção e tentado agredi-los com recurso a arma branca”.

A associação SOS Racismo e o movimento Vida Justa contestaram a versão policial e exigiram uma investigação “séria a isenta” para apurar “todas as responsabilidades”, considerando que está em causa “uma cultura de impunidade” nas polícias.

   A Inspeção-Geral da Administração Interna abriu um inquérito urgente e também a PSP anunciou um inquérito interno, enquanto o agente que baleou o homem foi constituído arguido.

Últimas do País

Capital reforçou patrulhamento depois de episódios de violência grave. Na Baixa do Porto, sindicato alerta para agressões, tentativas de violação e noites com reduzida presença policial.
Queixas começaram há cerca de dois meses e os utentes garantem que o problema se tem agravado. Cerca de 60 doentes passam diariamente pela sala, onde permanecem ligados às máquinas durante quatro horas. Hospital confirma a presença dos insetos e garante estar a tentar erradicar a praga.
Mais de mil bombeiros estavam às 08:00 envolvidos no combate aos quatro maiores incêndios ativos na região Norte, sendo os de Torre de Moncorvo, Arouca e Santo Tirso os que mobilizam mais meios, segundo fonte da proteção civil.
A GNR deteve o líder de uma rede internacional de tráfico de droga, na sequência de uma operação iniciada em 2026 e que tinha permitido prender cerca de 50 pessoas, anunciou hoje a corporação.
Em alguns casos, a indefinição prolonga-se há mais de um ano e meio, com os gestores a permanecerem em funções sem saber se serão reconduzidos ou substituídos. Entre as instituições nesta situação está o Hospital de São João, no Porto, uma das maiores unidades hospitalares do país.
Portugal já registou 6572 incêndios rurais em 2026, mais 748 do que no mesmo período do ano passado. Número de ocorrências sobe quase 13% e atinge o valor mais elevado dos últimos quatro anos. Mais de 60 mil hectares já foram consumidos pelas chamas.
Diretora de Medicina Interna demite-se e responsável pela Urgência ameaça sair se não melhorarem as condições para tratar os doentes.
Três incêndios em mato em Torre de Moncorvo, Santo Tirso e Arouca destacam-se ao início da tarde de hoje entre as “ocorrências significativas” registadas pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), mobilizando mais de 900 operacionais.
Dois episódios de violência grave, registados em poucos dias, levaram a PSP a mobilizar pelo menos 30 elementos do Corpo de Intervenção para reforçar a segurança numa das zonas mais turísticas de Lisboa, entre o Terreiro do Paço e o Marquês de Pombal.
Suspeitos terão regressado ao local depois de uma luta com intenção de concretizar uma ameaça. Polícia intercetou o grupo e apreendeu uma arma artesanal de calibre 9 mm, carregada e municiada.