Trabalhadores das Misericórdias em greve pela valorização profissional

Os trabalhadores das Santas Casas da Misericórdia estão hoje em greve, convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP) para exigir a valorização profissional.

© Facebook da SCML

Em comunicado, os representantes dos trabalhadores explicam que a paralisação surge depois de a União das Misericórdias Portuguesas (UMP) adiar uma reunião que estava prevista com o sindicato.

É também motivada por uma reivindicação antiga que continua sem resposta: “um contrato coletivo de trabalho que valorize o trabalho, as carreiras profissionais e a antiguidade”.

Em 2022, foi publicada uma portaria de extensão que alarga aos trabalhadores das Santas Casas o contrato coletivo de trabalho para os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

No entanto, o CESP diz que a maioria das Misericórdias não cumpriu a portaria de extensão e pretende “impor a todos os trabalhadores um contrato coletivo de trabalho que não prevê diuturnidades, nem garante o pagamento das mesmas aquando da subida do salário mínimo”, ao contrário de que está previsto.

Além de um contrato coletivo de trabalho próprio, “que garanta as diuturnidades para todos os trabalhadores em função da antiguidade e o pagamento do trabalho prestado em dia feriado a dobrar”, exigem também aumentos salariais que garantam a diferenciação entre categorias e níveis da tabela salarial e as qualificações dos trabalhadores.

“Não aceitamos que os provedores continuem a fazer caridade e misericórdia à custa dos baixos salários e da desvalorização profissional de todos os trabalhadores do setor”, escreve o sindicato.

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