Argentina encerra 2024 com o primeiro excedente orçamental em 14 anos

O governo argentino encerrou 2024 com um excedente orçamental pela primeira vez desde 2010, devido à austeridade severa aplicada desde há um ano pelo presidente ultraliberal Javier Milei.

© facebook de Javier Milei

O ministro da Economia, Luis Caputo, anunciou nas redes sociais um excedente orçamental correspondente a 0,3% do produto interno bruto (PIB), “o primeiro desde há 14 anos”.

No poder desde há 13 meses, Javier Milei, economista “anarco-capitalista” aplicou uma terapia de choque, que passou por uma desvalorização do peso em 52%, cortes na despesa pública e desregulamentação generalizada.

A política teve por corolário uma queda do consumo e, de forma geral, uma recessão com um recuo do PIB de 2,1% no terceiro trimestre.

Foram eliminados mais de 250 mil empregos e a pobreza subiu acentuadamente (mais 52,9% homólogos no primeiro semestre).

Últimas de Economia

A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".
A diferença entre as duas maiores cidades do país é expressiva: 583 novos alojamentos locais no Porto contra apenas 124 em Lisboa desde o início do ano.
A Caixa Geral de Aposentações (CGA) calculou mal as pensões de 2937 pessoas e atribuiu-lhes valores superiores aos que resultavam da aplicação da lei. A falha foi agora detetada e os recém-reformados estão a ser informados de que vão passar a receber menos.