FMI alerta para “dececionante” produtividade da economia mundial

A primeira subdiretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Gita Gopinath, advertiu hoje no Fórum de Davos sobre os níveis "dececionantes" de produtividade da economia mundial, com a única exceção dos Estados Unidos.

© FMI

Ao intervir num debate sobre as perspetivas para os países emergentes, Gita Gopinath sublinhou a alarmante estagnação da produtividade em todo o mundo, sendo os Estados Unidos a única exceção e os países emergentes os mais afetados, sobretudo nestes últimos anos pós-pandemia.

Perante esta situação, Gopinath afirmou que a única solução parece ser a realização de reformas estruturais e o controlo rigoroso da dívida, que se encontra em níveis nunca vistos desde a Segunda Guerra Mundial.

Embora os países emergentes tenham tido um “bom desempenho” nos últimos anos, é provável que o custo da dívida e do financiamento “permaneça muito alto por um longo período de tempo”, acrescentou.

Últimas de Economia

O 'stock' de empréstimos para habitação atingiu, em agosto, 119.062 milhões de euros, o equivalente a uma taxa de variação anual de 11,2%, a mais alta desde fevereiro de 2003, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
A inflação deverá acelerar este ano para 3,2%, num contexto de subida de preços dos combustíveis impulsionado pela guerra no Médio Oriente, estima o Conselho das Finanças Públicas (CFP).
O Banco Central Europeu (BCE) prevê que a inflação da energia atinja um pico no final de 2026 e diminua significativamente em 2027, foi hoje anunciado.
O valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado em agosto, mais 14 euros do que no mês anterior e 14,7% acima do mês homólogo de 2025, divulgou hoje o INE.
Os preços do gasóleo na União Europeia (UE) atingiram um novo máximo de 2,23 euros por litro, contra 2,16 euros na semana anterior, segundo uma análise da agência de notícias AFP aos dados nacionais publicados hoje pela Comissão Europeia.
A carga fiscal aumentou para 35,3% em 2025, face aos 35% registados no ano anterior, de acordo com a segunda notificação de 2026 relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos divulgada hoje pelo INE.
A taxa de poupança das famílias recuou para 12,1% do rendimento disponível no segundo trimestre de 2026, face a 12,4% no trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Os preços aumentaram 16,5% no segundo trimestre, enquanto o número de negócios caiu 6,4%. Endividamento dos particulares regista o maior crescimento anual desde 2008.
A economia da zona euro deverá crescer 1% em 2026 e em 2027, segundo as previsões da OCDE, que está mais otimista para este ano mas mais pessimista em relação ao desempenho da economia no próximo.
O Presidente do CHEGA alerta para o peso dos combustíveis no setor agrícola e acusa PS e PSD de incoerência na discussão sobre a redução dos impostos.