Mais de 150 detidos em operação da Interpol que incluiu Portugal

Um total de 153 pessoas foram detidas na Operação Neptuno VII, coordenada pela Interpol e realizada em postos de controlo fronteiriços de 20 países, entre os quais Portugal, entre julho e setembro, anunciaram as autoridades.

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Entre os detidos nesta operação, que abrangeu países do Mediterrâneo e Médio Oriente, está Igor Grechushkin, proprietário do cargueiro que transportava nitrato de amónio que explodiu no porto de Beirute, em 2020, matando pelo menos 218 pessoas e ferindo mais de 6.000.

A Interpol confirmou a detenção de Grechushkin no aeroporto de Sófia, capital da Bulgária.

Esta operação ocorreu depois de um alerta vermelho emitido através da rede Interpol pelo Líbano, onde Grechushkin é acusado de múltiplos crimes, incluindo atos de terrorismo. O processo de extradição está em curso.

A agência policial internacional, que divulgou esta quinta-feira os principais resultados da operação, disse que tinha havido progressos em relação à operação do ano passado, que resultou em 66 detenções.

Em comunicado, destacou que duas pessoas, cujas identidades não foram especificadas, foram detidas no porto espanhol de Algeciras. Uma era procurada por terrorismo e a outra por tráfico de droga.

No total, durante a operação Neptuno VII, foram identificadas 328 pessoas como alvo de notificações e alertas da Interpol, 57 das quais tinham suspeitas de ligações ao terrorismo.

Foi também apreendido um grande número de documentos em branco roubados, que se acredita terem caído nas mãos de grupos terroristas que operam no Médio Oriente.

Ainda apreendidos 220 quilos de canábis, 20 quilos de barras de prata, 130.000 dólares em dinheiro e vários veículos de luxo também foram apreendidos.

Entre os países envolvidos, para além de Espanha, encontravam-se a Albânia, Argélia, Bósnia-Herzegovina, Bulgária, Croácia, Chipre, França, Grécia, Iraque, Itália, Jordânia, Líbano, Líbia, Malta, Montenegro, Marrocos, Portugal, Eslovénia e Tunísia.

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