Há mais tráfico humano e “importação de crianças para adoção” em Portugal

O responsável pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) da PSP avançou que estão a ser sinalizados mais casos de tráfico de seres humanos em Portugal para exploração laboral e sexual e "importação de crianças para adoção".

© Folha Nacional

“Infelizmente temos tido sinais de que Portugal é também destino de tráfico de seres humanos para a exploração laboral, quer para a exploração sexual, quer também, infelizmente, alguns casos em que são processos para efeitos de importação, e peço desculpa pela expressão ser muito forte, importação de crianças para adoção”, precisou o diretor nacional-adjunto da PSP e responsável pela UNEF.

Em entrevista à agência Lusa, João Ribeiro explicou que a competência na área do crime de tráfico de seres humanos é da Polícia Judiciária, mas a Polícia de Segurança Pública (PSP) “tem um papel fundamental em termos de prevenção” de conseguir sinalizar situações que ocorrem na passagem de fronteira dos aeroportos e a nível nacional.

“As situações fundamentalmente passam-se nos grandes centros urbanos, nas áreas metropolitanas, e também no litoral. Nesse sentido, devo dizer que há um excelente relacionamento com a Guarda Nacional Republicana e Polícia Judiciária, na identificação dessas situações”, salientou.

O responsável precisou que a PSP tem atualmente sinalizado mais casos de tráfico de seres humanos do que no passado.

“A competência de investigação não é a nossa, é da Polícia Judiciária, mas, de facto, são números expressivos aqueles que estamos a sinalizar, não quer dizer que depois em termos de investigação todas essas situações configurem o tipo legal de crime que representa o tráfico de seres humanos“, afirmou.

Sobre a “importação de crianças para adoção”, João Ribeiro referiu que a PSP está a detetar nos aeroportos nacionais situações em que “aparentemente familiares ou não familiares” chegam ao país com crianças e que levantam suspeitas.

“Isso é um dos aspetos que temos aumentado a capacitação dos aeroportos no sentido de sinalizar”, disse ainda.

Últimas do País

A GNR deteve um homem de 30 anos em Foz Côa, no distrito da Guarda, por crime cometido na Alemanha, segundo informação divulgada hoje.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve hoje dois funcionários de um museu em Lisboa por suspeitas de emissão de bilhetes com desconto ou gratuitos em situações não abrangidas, apropriando-se do valor pago pelos visitantes.
A Polícia Judiciária capturou 65 pessoas procuradas pela justiça estrangeira nos primeiros três meses de 2026, quase metade das detenções realizadas durante todo o ano anterior. O aumento dos mandados internacionais e o reforço da cooperação policial explicam a subida dos números.
A greve de 24 horas dos trabalhadores não docentes, convocada pelo Sindicato Nacional dos Profissionais da Educação (Sinape), fechou esta manhã várias escolas secundárias e básicas nos distritos de Lisboa, Coimbra e Setúbal, constatou a Lusa no local.
O sistema informático do SNS está em baixo desde cerca das 10h00 desta segunda-feira em várias unidades locais de saúde, impedindo os médicos de passar receitas e de aceder aos processos eletrónicos dos doentes, alertou esta segunda-feira a Fnam. A RTP apurou que as falhas estão a registar-se a nível nacional.
Um em cada três concelhos portugueses tem, pelo menos, 10% de residentes de nacionalidade estrangeira. No Algarve, há municípios onde esta população ultrapassa os 40%.
Informações falsas e práticas potencialmente perigosas preocupam os médicos. Ordem exige mais fiscalização para proteger os doentes.
Manuel Pinho foi condenado a oito anos e meio de prisão, mas nunca cumpriu um único dia numa cadeia. O antigo ministro de José Sócrates passou quase cinco anos em prisão domiciliária, na sua quinta, em Braga, antes de recuperar a liberdade.
Sondagem da Intercampus revela que os portugueses não acompanham a decisão antecipada do líder socialista de viabilizar o Orçamento do Estado para 2027.
Mais de 91% das Unidades de Saúde Familiares registaram no último ano três ou mais episódios de indisponibilidade de aplicações informáticas e mais de 82% registaram falhas de material básico, revela um estudo que é esta sexta-feira apresentado.