Preço do bacalhau deverá ter agravamento em 2026

O bacalhau deverá ficar mais caro já no próximo ano, face à redução de quotas no Mar de Barents e ao contexto internacional, segundo as estimativas da Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB).

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“Para 2026, perspetiva-se um agravamento do cenário tendo em conta a redução das quotas previstas para as pescarias no Mar de Barents, bem assim o contexto internacional, que conjuntamente, irão seguramente colocar pressão adicional sobre a oferta e os preços”, indicou a AIB, em resposta à Lusa.

Até ao Natal, espera-se uma manutenção ou ligeira subida no preço do bacalhau, impulsionado pelos custos de importação e de transporte.

O Natal continua a representar cerca de 30% do consumo anual, apesar do contexto económico.

Para isto, contribui uma “forte componente cultural e afetiva”, as campanhas promocionais e ações de marketing.

No ano passado, o consumo anual de bacalhau, em Portugal, fixou-se em cerca de 55.000 toneladas, sendo que, este ano, deverá ser inferior, estimou a AIB.

Em 2025, o mercado do bacalhau “manteve-se resiliente”, apesar do contexto internacional desafiante.

No que se refere às vendas, o bacalhau salgado seco teve “uma redução inferior a dois dígitos” devido a uma maior racionalização nas compras e ao aumento dos preços.

Por sua vez, o bacalhau demolhado ultracongelado teve um ligeiro crescimento, fruto da procura por conveniência e facilidade de preparação.

A AIB destacou ainda a preferência por embalagens mais práticas e porções menores, de forma a reduzir o desperdício, o crescimento do consumo fora de casa e uma maior atenção à saúde, bem como à sustentabilidade e origem do produto.

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