Presidente da República promulga fim de impostos sobre energias elétricas

O Presidente da República prometeu hoje o fim da taxa sobre empresas produtoras de energia elétrica e disse que espera que “garanta mesmo tratamento mais favorável para os contribuintes”.

© Presidência da República

“Esperando que o presente diploma garanta o mesmo tratamento mais favorável para os contribuintes, o Presidente da República prometeu o diploma que extingue o mecanismo de equilíbrio concorrencial, criado pelo Decreto-Lei n.º 74/2013, de 04 de junho, e revoga a respetiva regulamentação”, lê-se na breve mensagem publicada na página oficial da Presidência da República na internet.

O Governo aprovou na semana passada a eliminação dos impostos sobre empresas produtoras de energia elétrica relativa ao mecanismo de equilíbrio concorrencial, designado ‘clawback’, e disse que já a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) tinha recomendado a sua extinção.

Segundo a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, um imposto anual já não será pago este ano e determinados que o seu fim poderá contribuir para atrair investimento e reduzir o preço da eletricidade para o consumidor final, por uma questão de simplificação das taxas e impostos e redução dos custos de contexto.

Hoje, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, aprovou a eliminação desses impostos, acrescentando que espera que o seu fim “garanta o mesmo tratamento mais favorável para os contribuintes”.

Em meados de dezembro, a ERSE anunciou que a fatura de eletricidade para os clientes que não estão no mercado regulamentado vai aumentar, em média, 1% a partir de 01 de janeiro.

Assim, a partir de janeiro, considerando uma potência de 3,45 quilovoltamperes (kVA) e um consumo de 1.900 quilowatts-hora (kWh) por ano para um casal sem filhos, o total a pagar será de 36,82 euros, incluindo taxas e impostos (exceto taxas DGEG -Direção-Geral de Energia e Geologia).

Já para um casal com dois filhos, com uma potência de 6,9 ​​kVA e um consumo de 5.000 kWh/ano, a fatura será de 95,03 euros (com taxas e impostos).

No final de setembro de 2025, 817 mil clientes estavam no mercado regulado.

Já no mercado liberalizado de eletricidade, os preços variam dependendo da empresa e do contrato feito com o cliente.

Últimas de Economia

O preço por litro da gasolina deverá subir cerca de cinco cêntimos e o de gasóleo deverá descer até um cêntimo na próxima semana, segundo as estimativas divulgadas esta sexta-feira pelo Automóvel Club de Portugal (ACP) e pela Anarec.
Os custos de construção de habitação nova terão aumentado 7,5% em agosto, em termos homólogos, tendo os materiais subido 7,1% e a mão-de-obra 8,0%, de acordo com uma estimativa divulgada esta sexta-feira pelo INE.
A presidente do Tribunal de Contas defendeu que reformas das finanças públicas não devem enfraquecer o controlo externo da despesa, para proteger as democracias.
A receita fiscal prevista para o próximo ano equivale a cerca de 7.350 euros por habitante, num cenário em que o Estado espera arrecadar mais dinheiro através dos impostos.
O Estado português prepara-se para arrecadar 70,67 mil milhões de euros em impostos no próximo ano, um novo máximo que representa mais 2,86 mil milhões de euros face à estimativa para 2026.
O presidente do CHEGA responsabiliza o Partido Socialista de abrir caminho a um Orçamento que, segundo afirma, vai agravar o custo de vida das famílias. O líder do CHEGA critica a ausência de reduções do IVA nos combustíveis e no cabaz alimentar e denuncia um “falhanço em toda a linha”.
O Governo prevê arrecadar 3.796 milhões de euros em 2027 com o imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos (ISP), mais 186 milhões do que o estimado para este ano, segundo a proposta de Orçamento do Estado para 2027.
André Ventura acusou o Governo de estar a penalizar os portugueses com a subida dos impostos e voltou a exigir uma redução do IVA nos combustíveis. “Os portugueses estão a sofrer, e não é pouco”, defendeu.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 1,34 euros, fixando-se nos 255,56 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O antigo ministro João Gomes Cravinho admitiu hoje que soube de forma "muito genérica" que o custo das obras no antigo Hospital Militar de Belém iria derrapar, mas ressalvou que nunca surgiu um "pedido de despesa suplementar".