Exército quintuplicou investimento em 2025 através da Lei da Programação Militar

O orçamento da Lei de Programação Militar (LPL) foi reforçado em 221 milhões de euros em 2025, cinco vezes acima da dotação inicial, reflexo do investimento associado ao objetivo dos 2% do PIB em defesa, anunciou hoje o Exército.

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Num comunicado, o Gabinete do Chefe do Estado-Maior do Exército revelou que a dotação da LPM registou, em 2025, “uma subida muito significativa ao longo do ano”, de 55,9 milhões de euros (ME), em janeiro, para 276,6 ME, na dotação corrigida de dezembro, “representando um reforço de 220,7 milhões de euros”.

“Em termos percentuais, este aumento corresponde a +395% face à dotação inicial, o que significa que o LPM de 2025 ficou perto de cinco vezes acima do valor com o que começou o ano”, acrescentou.

Segundo o Exército, a maior parte deste reforço foi assegurada pelo investimento em Defesa associado ao objetivo de cumprimento dos 2% do Produto Interno Bruto (PIB), no montante de 177 ME, que representam cerca de 64% da dotação total e aproximadamente 80% do reforço registado durante este ano.

A este montante somam-se verbas provenientes do apoio à Ucrânia (15.194 ME), a transição de saldos (17.765 ME) e receitas próprias do Exército (6.683 ME) e alienação de equipamento (4.056 ME).

Entre os principais investimentos financiados estão a modernização da VBR PANDUR (viatura blindada de rodas), com 100 ME, a Defesa Antiaérea de Curto Alcance (SHORAD), com 45 ME, e o reforço de comunicações e comando e controlo, com 17 ME para módulos SIC-T (Sistema de Informação e Comunicações Táticas) e 5 ME para o HMS (Sistema de Gestão de Quartéis-Generais).

“O reforço inclui ainda 10 ME para o projeto Anticarro, permitindo redimensionar o nível de ambição e preparar a aquisição”, acrescentou.

No âmbito das verbas provenientes do apoio à Ucrânia, a dotação adicional foi direcionada para áreas de mobilidade e proteção, incluindo investimento em VTM (Viaturas Táticas Médias), ciberdefesa e continuidade de modernização.

As receitas próprias do Exército permitem-me reforçar as capacidades operacionais, como a aquisição de micro UAV (drones), viabilizando a concretização do investimento previsto para 40 sistemas e reforçando a vigilância, o reconhecimento e a compreensão situacional em apoio às forças no terreno.

Segundo o Exército, a evolução da LPM permite sustentar “prioridades como a modernização de plataformas, defesa antiaérea, digitalização do comando e controle, comunicações táticas, cibe resiliência e sistemas não tripulados, em coerência com requisitos de interoperabilidade e metas operacionais no quadro”.

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