Pinto Luz chamado ao Parlamento por alterações ao Subsídio de Mobilidade

Os requerimentos, apresentados pelo CHEGA, JPP e PS, foram aprovados hoje por unanimidade na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação (CIMH).

© Folha Nacional

O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, vai ao parlamento, com caráter de urgência, explicar as “alterações ao regime do Subsídio Social de Mobilidade” e a introdução de critérios de exclusão por dívidas ao Estado.

Os requerimentos, apresentados pelo CHEGA, JPP e PS, foram aprovados hoje por unanimidade na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação (CIMH), e incluem a presença na mesma audição do secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo.

O pagamento do Subsídio Social de Mobilidade (SSM) encontra-se suspenso a aguardar a publicação de uma portaria com um novo regime legal para o reembolso das viagens efetuados pelos residentes nos Açores e Madeira.

Esse novo regime passa pela entrada em funcionamento de uma plataforma eletrónica para o processamento dos reembolsos, prevista para o início de janeiro.

Acresce ao novo regime a introdução da obrigatoriedade de apresentação de uma declaração de inexistência de dívidas ao fisco e à Segurança Social por quem apresenta o pedido de reembolso.

Durante os trabalhos da CIMH, Francisco Gomes, deputado do CHEGA, considerou a medida como “punitiva, política e moralmente errada”.

Em 17 de dezembro, o Conselho de Ministros aprovou uma alteração ao decreto-lei que define um novo modelo para a atribuição do SSM, de forma a assegurar a “não interrupção do serviço de atribuição do subsídio após a entrada em funcionamento da plataforma eletrónica”, segundo o comunicado do Governo.

Em 25 de novembro, Miguel Pinto Luz anunciou que a plataforma eletrónica para processar o reembolso do subsídio entrará em funcionamento em 7 de janeiro de 2026, assegurando que a devolução ocorrerá em apenas dois dias.

Durante os trabalhos da CIMH, foi também aprovado um requerimento para audição de entidades no âmbito do Grupo de Trabalho de Acompanhamento Parlamentar do Processo de Reprivatização Parcial do Capital Social da TAP, designadamente do presidente da comissão especial de acompanhamento da reprivatização, Daniel Traça.

Outro dos requerimentos aprovados diz respeito à audição urgente do presidente do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU), Benjamim Pereira, e a presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, sobre a expansão do bairro de “barracas de Penajóia e Raposo”, em terrenos do IHRU.

Recorde-se que um requerimento do CHEGA, para audição do ministro Pinto Luz e do presidente da Transtejo Soflusa, por “suspeitas de fraude na obtenção de fundos comunitários” no caso da compra de navios elétricos, foi reprovado pelo PSD, PS e CDS-PP.

Últimas de Política Nacional

André Ventura anunciou este sábado, em Coimbra, que vai assumir pessoalmente a presidência da Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves na Polícia Judiciária. Líder do CHEGA promete uma investigação “até ao fim”, garante que não haverá bloqueios aos restantes partidos e deixa um aviso: “Não deixarei que Luís Neves, nem outros Luís Neves, sejam bloqueadores da verdade.”
André Ventura criticou a decisão de José Luís Carneiro de propor a abstenção do PS no Orçamento do Estado para 2027 antes de ser conhecido o documento. O Presidente do CHEGA considera que os socialistas passam a ser "parceiros" do Governo e questiona que margem resta para negociar medidas em áreas como Saúde, Administração Interna, combustíveis e alimentação.
A Comissão parlamentar vai analisar a atuação de Luís Neves durante os oito anos em que dirigiu a Polícia Judiciária e apurar eventuais responsabilidades dos membros dos governos que o nomearam e tutelaram. O CHEGA fica com a presidência, enquanto PS e PSD assumem as duas vice-presidências.
Miguel Guimarães, antigo bastonário da Ordem dos Médicos e atual deputado do PSD, é visado por acusações que incluem alegados gastos excessivos, abuso de poder e corrupção passiva.
O CHEGA queria que o Governo português promovesse junto da União Europeia a inclusão do Primeiro Comando da Capital (PCC) na lista de organizações terroristas. Mas PSD, PS, Livre e Bloco de Esquerda votaram contra.
A concelhia social-democrata corta com Luís Jesus e Alexandra Moura e acusa os dois eleitos de desrespeitarem as orientações do partido.
O CHEGA levou ao Parlamento a descida do IVA dos combustíveis de 23% para 13%, IVA Zero num cabaz de bens alimentares essenciais e o fim das portagens nas pontes 25 de Abril e Vasco da Gama. Nenhuma das propostas passou. PSD, PS e CDS-PP juntaram os votos contra nas duas medidas fiscais.
André Ventura defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, uma redução da carga fiscal sobre os combustíveis e acusou o Governo de não responder ao aumento do custo de vida.
O CHEGA aceita as duas limitações impostas por Aguiar-Branco e desbloqueia a comissão parlamentar de inquérito. Ventura mantém as críticas à decisão, mas garante que não deixará cair a investigação aos mandatos do antigo diretor da Polícia Judiciária, Luís Neves.
Autarquia liderada pelo socialista Gonçalo Lopes repartiu trabalhos semelhantes de gestão florestal por cinco procedimentos, todos abaixo do limiar europeu. Dois ficaram a poucos milhares de euros dos 216 mil e, em quatro concursos, as empresas tiveram apenas cerca de 36 horas para apresentar propostas.