Heliporto do Hospital de Santa Maria ultrapassou as 200 aterragens em dez meses

O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou hoje a instituição.

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“A análise aos registos de 2025 revela que o Heliporto de Santa Maria funciona como uma peça-chave na resposta pré-hospitalar, não apenas para toda a região sul, mas também como plataforma logística em operações para o resto do país”, salienta a Unidade Local de Saúde Santa Maria em comunicado.

Desde que retomou a atividade em meados de março de 2025, o heliporto registou 208 aterragens, tornando-se o “ponto estratégico” do transporte aéreo de emergência na região de Lisboa e o mais utilizado entre as unidades hospitalares do país, sublinha.

Segundo a instituição, o tipo de transporte se divide em três pilares fundamentais: transporte urgente de pacientes; transporte de órgãos e equipamentos médicos; e apoio à rede hospitalar de Lisboa, com encaminhamentos com destinos para outros hospitais da capital.

O primeiro pilar assenta no encaminhamento direto de pacientes urgentes para as unidades de cuidados intensivos e urgentes, incluindo casos de pediatria e pacientes queimados.

Missões críticas de recolha e entrega de órgãos (como coração e ventilação) e transporte de equipas especializadas de colheita de hospitais como o São João (Porto) ou o Hospital Pediátrico de Coimbra são outros pilares deste transporte.

“É com grande felicidade que olhamos para o sucesso da atividade do Heliporto do Hospital de Santa Maria, porque também aqui a ULS Santa Maria está a cumprir mais uma missão de enorme importância para o Serviço Nacional de Saúde”, afirma o presidente da instituição, Carlos Martins, citado no comunicado.

Segundo Carlos Martins, esta missão é concretizada “na resposta ao médico crítico com destino a Santa Maria, mas também para lá dos muros” do hospital, enquanto faz interface com outras unidades e áreas do SNS.

O Heliporto do Hospital de Santa Maria, que estava interdito desde 2020, devido a alterações no processo de certificação de segurança, foi alvo de um investimento superior a meio milhão de euros para garantir a sua recertificação pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

As melhorias incluíram a instalação de novos sistemas de iluminação, renovação do pavimento e a criação de corredores exclusivos para veículos de emergência, otimizando o tempo de resposta entre a aterragem e o fornecimento de cuidados médicos.

“Com uma operação que funciona 24 horas por dia, o Heliporto do Hospital de Santa Maria recebeu no dia 17 de março de 2025 o primeiro transporte de um doente depois da sua reabertura e desde aí posicionou-se como uma peça vital na sobrevivência de pacientes críticos, garantindo uma assistência diferenciada e imediata”, salienta a ULS Santa Maria.

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