Agricultores alertam para danos económicos causados ​​pela língua azul em Castelo Branco

A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco (ADACB) alertou hoje para os danos económicos graves causados ​​pelo vírus da língua azul que afetam as explorações pecuárias da região e que colocam a sua sustentabilidade em risco.

© D.R.

“A doença [febre catarral ovina], que afeta os ovinos, tem provocado perdas irreparáveis ​​em várias explorações da região e a situação tende a piorar com a chegada da primavera e com as temperaturas mais elevadas”, notou a ADACB.

Numa nota enviada à agência Lusa, a ADACB demonstrou que o Governo reforça as medidas de apoio direto aos produtores afetados por esta epidemia, incluindo compensações financeiras para garantir a previsão das explorações e a desinsetização dos abrigos pecuários, com o objetivo de eliminar os mosquitos vetores da doença.

A associação refere que muitos produtores continuam a reportar perdas significativas na produção de leite e um elevado número de abortos nos seus rebanhos, “o que tem gerado danos económicos graves, colocando em risco a sustentabilidade de diversas explorações pecuárias”.

“A Associação Distrital dos Agricultores de Castelo Branco manifesta, mais uma vez, a sua profunda preocupação com a gravidade da situação que os produtores enfrentam”.

Para agravar esta situação que afeta as explorações da região, a ADACB realçou também a escalada dos custos de produção, como rações, medicamentos e serviços veterinários, situação que “agrava ainda mais a situação financeira já fragilizada dos produtores, deixando muitos à beira da falência”.

A produção de ovinos é uma actividade de grande relevância económica no distrito de Castelo Branco, sendo reconhecida pela qualidade da carne, leite e queijos produzidos, e representa uma importante fonte de rendimento para muitas famílias locais.

Segundo a ADACB, a combinação dos efeitos da febre catarral ovina e o aumento dos custos de produção coloca em risco a continuidade desta atividade vital para a economia rural.

“É imperativo que o Governo se mobilize de forma eficaz para preservar a produção de ovinos na região, uma atividade secular que não apenas sustenta a economia local, mas também contribui para a manutenção da biodiversidade e da identidade territorial”.

A ADACB realçou ainda que, sem um apoio imediato e eficaz, há o risco de uma parte significativa deste setor desaparecer, com consequências irreparáveis ​​para a economia rural e a segurança alimentar.

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