Bancos devolvem prestações pagas desde 28 de janeiro a clientes com moratórias afetados pela Kristin

Os clientes afetados pela tempestade Kristin e que pagaram o crédito após 28 de janeiro verão devolvido o valor pago pelos bancos quando aderirem às moratórias, explicaram esta quinta-feira, 5, responsáveis do Santander Totta.

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A propósito dos estragos provocados pela depressão Kristin, o Governo anunciou no domingo medidas abrangendo famílias, empresas e entidades públicas, incluindo moratórias no crédito à habitação e crédito às empresas que suspendem o pagamento das prestações mensais.

As moratórias anunciadas são de 90 dias, a começar em 28 de janeiro, e podem ser estendidas depois por mais 12 meses.

Hoje, na conferência de imprensa do Santander Totta de apresentação das contas de 2025 (lucros de 963,8 milhões de euros), em Lisboa, o administrador Miguel Belo de Carvalho disse que as moratórias são retroativas e que, por isso, os clientes que acedam a elas e que tenham já pago prestações (em final de janeiro ou inícios de fevereiro) serão reembolsados dos valores pagos.

“Se a moratória for ativada iremos devolver a prestação paga depois de 28 janeiro e mantém-se a suspensão” nas prestações seguintes, disse Miguel Belo de Carvalho aos jornalistas.

O presidente executivo (CEO) do banco, Pedro Castro e Almeida, afirmou ainda que já há clientes que pediram para não pagar a próxima prestação e que o banco aceitou, sendo depois enquadrados formalmente nas moratórias.

Quando um cliente adere às moratórias e não paga capital e/ou juros durante determinados meses, esse valor não pago será depois pago ao longo do tempo restante do contrato de crédito.

Tanto o presidente ainda em funções do Santander Totta, Pedro Almeida e Castro, como a futura CEO, Isabel Guerreiro (atual vice-presidente), expressaram hoje solidariedade para com as vítimas da tempestade Kristin.

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