“André Ventura contra o regime do desprezo”

Portugal nasceu contra a corrente. Contra a geografia, impérios e contra a prudência dos acomodados. Um país improvável, que durante séculos se assumiu como Nação.

O globalismo, por outro lado, não precisou de canhões, mas de manipulações. Convenceu-nos de que a identidade é um excesso, que a soberania é algo grosseiro e que ter memória pode ser perigoso. Ensinou um Povo antigo a pedir desculpa por existir e, não ocupando territórios mas consciências, venceu-O pelo cansaço.

Para executar esta transformação com eficácia, foi necessário um operador interno. Encontrou-se o “mercenário” ideal: o Partido Socialista.

O PS não governa Portugal, gere-o. Gerindo expectativas e dependências; no fundo gerindo a decadência. É um aparelho não ideológico que sobrevive do “quanto pior melhor”. Um regime de rotação onde o poder nunca sai do mesmo círculo e que apenas muda de lugar à mesa. Um sistema onde a incompetência ( vamos chamar-lhe assim) é um requisito; onde o fracasso não tem responsáveis, apenas justificações técnicas.

Mas o PS não poderia ir tão longe sozinho, precisava de Bruxelas.
Quando o país empobrece, é “o contexto europeu”; quando falha, são “as regras” e quando colapsa, “foi inevitável”. Portugal foi reduzido a uma província obediente de um império administrativo, onde a soberania é cerimonial e a democracia passou a ser decorativa.

E, no meio deste edifício perfeitamente oleado, surgiu o erro, um erro que se chama: “voto fora do guião”.

Quando André Ventura apareceu, não trouxe apenas um partido, trouxe com ele um pesado espelho. Um espelho onde milhões de portugueses se viram pela primeira vez representados fora do consenso autorizado. Não foi a personagem que aterrorizou o regime, foi o precedente.

Desde então, montou-se o cabal ritual da humilhação televisiva. Convidam-no não para o ouvir, mas para o interromper. Não para debater, mas para provocar. Não para escrutinar, mas para ridicularizar. Jornal após jornal, estúdio após estúdio, sempre a mesma coreografia: achincalhar ao máximo a segunda força política portuguesa.

Chamam-lhe jornalismo. É mentira! Porque cada vez que vilipendiam André Ventura, não estão só a atacar um homem. Estão a insultar centenas de milhares de portugueses. Estão a dizer-lhes, com sorriso condescendente, que o seu voto é um erro moral e que a sua voz política é um erro incómodo.

Uma democracia que só respeita os votos que lhe agradam já não é democracia.

Sintomas de um regime em pânico?

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