Proteção Civil alerta para chuva forte nas zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal

A Proteção Civil alertou hoje para a possibilidade de chuva forte durante o fim do dia de hoje e sexta-feira nas zonas de Lisboa, do Oeste, e da península de Setúbal, com risco de cheias rápidas.

© Paulo Novais/Lusa

“O problema não serão as cheias lentas que estamos a ter em outras zonas, mas sim as cheias rápidas com impacto significativo na vida das pessoas, nomeadamente pelo alagamento de garagens e de zonas de estacionamento”, explicou em conferência de imprensa o comandante nacional da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), acrescentando que o quadro de chuva intensa vai verificar-se a partir das 18h00 de hoje.

Mário Silvestre referiu ainda que, além das três zonas de Lisboa, Oeste e Setúbal, também a região da Lezíria do Tejo pode ter chuva intensa.

Em relação ao rio Tejo, o comandante nacional da Proteção Civil referiu que “houve uma subida significativa dos caudais em virtude de maior descarga feita pelas barragens espanholas”.

O último balanço da Proteção Civil dá conta de 16.270 ocorrências registadas devido ao mau tempo, que envolveram mais de 55 mil operacionais e, só nas últimas quatro horas, foram registadas cerca de 250 ocorrências.

As ocorrências mais relevantes continuam a ser as quedas de árvores, as inundações e as derrocadas, acrescentou Mário Silvestre.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que desde 28 de janeiro provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo em 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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