Mau tempo: operações de limpeza reforçadas em Soure para devolver normalidade ao centro histórico

O presidente da Câmara de Soure, Rui Fernandes, garantiu hoje que a equipa municipal do ambiente está a “intensificar os trabalhos de limpeza” para que a normalidade volte ao centro histórico nos próximos dias.

© D.R.

O autarca fez hoje de manhã uma visita pedonal desde uma zona baixa, fortemente afetada pela subida das águas, até ao centro urbano da vila de Soure, distrito de Coimbra.

Rui Fernandes disse à agência Lusa que foi com alegria que viram as lojas com as portas abertas e os comerciantes a tentarem voltar à vida normal.

“O que os comerciantes nos pedem é que sejamos céleres nesta limpeza, porque o espaço público é importante para que as pessoas tenham confiança de ir para a rua”, contou.

Neste âmbito, e apesar de ter sido dada tolerância de ponto para terça-feira devido ao Carnaval, “a equipa do ambiente trabalhará na mesma”, sendo a limpeza o foco dos próximos dias, acrescentou.

Aquela autarca desde então que, estando “os dois rios (Arunca e Anços) encaixados, a uns 80 centímetros das margens, as pessoas já ganham confiança de voltar ao espaço público” e, por isso, é preciso tê-lo limpo.

Rui Fernandes passou também pela zona da feira semanal, que hoje se voltaram a realizar, apesar de um lama numa parte do recinto ter obrigado à relocalização dos feirantes.

“Foi muito tímida, mas agradeço muito, porque foram duas semanas sem feira. Uma parte deles são vendedores ambulantes que vivem destas feiras locais e não tiveram nem a de Soure, nem a de Montemor-o-Velho”, contou.

Com a limpeza ainda em curso, a autarca quer já planejar o futuro da zona ribeirinha e, com esse objetivo, na terça-feira receberá no município o arquiteto paisagista João Nunes da Silva.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

A situação de calamidade que abrangia os 68 concelhos mais afetados terminou no domingo.

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