Pelo menos 157 escolas encerraram devido ao mau tempo

Pelo menos 157 escolas estiveram encerradas na sequência das tempestades que atingiram Portugal nas últimas semanas, segundo um inquérito divulgado esta quinta-feira pela Missão Escola Pública em que 81 agrupamentos relatam ter sido afetos pelo mau tempo.

© D.R.

Entre os 115 diretores que responderam ao inquérito da Missão Escola Pública (MEP) — e que representam 14% do universo nacional — 81 referem que o seu agrupamento escolar foi afetado pelas intempéries.

A passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta não implicou, no entanto, o encerramento de todos os agrupamentos afetados, mas entre aqueles que relataram algum tipo de impacto, 26 tiveram mesmo de encerrar, total ou parcialmente.

Desses, 22 diretores foram forçados a fechar as portas de todas as escolas do agrupamento, sendo que outros quatro encerraram parcialmente, totalizando 157 estabelecimentos de ensino onde os alunos — cerca de 32,7 mil — não tiveram aulas.

Entre os principais motivos para o encerramento, os diretores referem uma determinação preventiva das autoridades e falhas de energia elétrica, mas também falhas de comunicação, acessos exteriores comprometidos, danos estruturais ou falhas no abastecimento de água.

Durante esse período, as falhas de energia e de comunicações impossibilitaram, em muitos casos, o acesso a recursos digitais, mas alguns diretores já estão a adotar estratégias para mitigar eventuais perdas de aprendizagens — desde o ajustamento da planificação ao reforço do apoio educativo ou aulas de compensação —, enquanto outros ainda vão analisar essa necessidade após avaliarem o impacto nas aprendizagens.

Mesmo que com impactos menos gravosos, a esmagadora maioria dos 81 agrupamentos escolares afetados (93,8%) necessitam de reparações na sequência do mau tempo, sendo que em 35 desses as intervenções ainda não arrancaram.

Alguns agrupamentos relataram fragilidades pré-existentes e referiram que, antes da passagem das depressões, já careciam de intervenções estruturais, havendo 30 agrupamentos sem obras significativas há mais de uma década.

Na sequência do mau tempo, os agrupamentos afetados registaram, sobretudo, infiltrações significativas, queda de árvores, danos de coberturas ou estruturas e inundações.

Na quarta-feira, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, admitiu que ainda há problemas em duas escolas de Leiria e uma da Marinha Grande resultantes do mau tempo.

A maioria dos alunos está, no entanto, a ter aulas, seja online ou noutras instalações.

Dezoito pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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