Projeto de cuidados continuados domiciliários alargado a unidades que queiram

O projeto-piloto de cuidados continuados domiciliários vai ser alargado às unidades locais de saúde que queiram aderir, depois de ter abrangido, em média, 550 utentes por dia, em situação de dependência, doença terminal ou convalescença, foi hoje anunciado.

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O projeto foi lançado em cinco unidades locais de saúde e dirige-se a pessoas que não precisem de ser internadas.

O alargamento a nível nacional poderá abranger mais 1.835 doentes, segundo os dados divulgado pelo Governo, através de um comunicado conjunto dos ministérios da Saúde, do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e das Finanças.

“Depois do sucesso alcançado pelo projeto-piloto das Equipas de Cuidados Continuados Integrados (ECCI), o Governo decidiu estender o projeto a novas Unidades Locais de Saúde (ULS) que decidam aderir voluntariamente ao modelo no período entre 1 de abril e 31 de dezembro de 2026”, de acordo com o documento.

A portaria que altera o regulamento anterior foi publicada na quarta-feira, permitindo que outras unidades se juntem ao modelo testado nas unidades de São João, Santo António, Matosinhos, Santa Maria e Coimbra.

Os cuidados são prestados por equipas multidisciplinares, inseridas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

Estas equipas disponibilizam cuidados médicos, de enfermagem, de reabilitação e de apoio social a pessoas com mais de 18 anos, “em situação de dependência funcional, doença terminal ou em processo de convalescença”, que tenham uma rede de suporte social e não precisem de serem internadas, mas que não podem deslocar-se de forma autónoma, especificou o Governo.

“As equipas do projeto-piloto registaram um crescimento de 46,6% na média diária de doentes assistidos por dia”, indicou a mesma fonte, acrescentando que durante o projeto-piloto diminuiu a procura por serviços de urgência: “Por cada 100 doentes acompanhados pelas ECCI registou-se aproximadamente menos 12 idas às urgências”.

O Governo estima que a extensão do projeto possa gerar uma poupança anual de cerca de quatro milhões de euros.

“Inquéritos mensais indicam que mais de 90% de utentes e cuidadores informais estão muito satisfeitos com o apoio recebido, validando a componente humanitária do projeto”, refere-se no comunicado.

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