Incêndios: Dispositivo de combate para este ano apresentado hoje

O Dispositivo Especial de Combate aos Incêndios Rurais (DECIR) para este ano, que prevê para os meses mais críticos 15.064 operacionais e 76 meios aéreos, vai ser hoje apresentado em Ponte da Barca, no distrito de Viana do Castelo.

©D.R.

O DECIR 2026, que foi aprovado na sexta-feira na reunião da Comissão Nacional de Proteção Civil e será hoje apresentado numa cerimónia presidida pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem um ligeiro aumento de meios em relação a 2025.

Segundo a Diretiva Operacional Nacional (DON) que estabelece o DECIR para este ano, a que a Lusa teve acesso, o dispositivo contará com uma disponibilidade de 15.064 operacionais, 2.576 equipamentos, 3.438 viaturas e 76 meios aéreos durante o período de maior empenhamento de meios, entre 01 de julho e 30 de setembro, denominado ‘nível Delta’.

Nestes meses vão estar ao serviço 50 máquinas de rastos, sendo o meio que é mais reforçado este ano para o combate aos fogos, contando os operacionais com mais 24 do que em 2025.

No mesmo período do ano passado, foram operacionais 15.024 elementos de 2.567 equipas, 3.411 veículos, 26 máquinas de rasto e os meios aéreos ao serviço não ultrapassaram os 71, existindo algumas alturas em que não chegaram aos 70 devido a avarias.

O documento destaca quais os meios que estão em permanência no combate aos fogos e aqueles que podem vir a ser mobilizados num prazo de 24 horas em caso de necessidade.

Os operadores envolvidos no DECIR são elementos pertencentes a voluntários voluntários, na sua maioria, Força Especial de Proteção Civil, militares da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS) da Guarda Nacional Republicana, Forças Armadas e do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, nomeadamente sapadores florestais e sapadores bombeiros florestais, além de trabalhadores da empresa AFOCELCA (empresa de proteção florestal vocacionada para o combate a incêndios rurais).

De acordo com o DECIR, os bombeiros das associações humanitárias envolvidas totalizam 11.409, mas têm uma capacidade de mobilização até 21.623 operacionais.

O primeiro reforço de meios vai acontecer a 15 de maio, estando previstas para esta fase, que se prolonga até 31 de maio, 11.851 elementos, 2.017 equipas, 2.576 viaturas e 37 meios aéreos. Haverá ainda um novo reforço de meios de combate a 01 de junho, que voltará a aumentar a 01 de julho, quando o DECIR estiver na sua capacidade máxima de resposta.

Os 76 meios aéreos de combate e vigilância estarão disponíveis entre 01 de junho e 30 de setembro e dividem-se entre helicópteros bombardeiros ligeiros, médios e pesados, aviões bombardeiros médios e pesados, aviões e helicópteros de reconhecimento, avaliação e detalhada e sistemas de aeronaves não tripuladas.

A cláusula ressalva que os meios definidos para cada período podem “serem ajustados em função de alterações significativas do risco de incêndio rural”.

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