GNR registou 10 mortos em acidentes com trotinetes elétricas nos últimos sete anos

A Guarda Nacional Republicana (GNR) registou nos últimos sete anos 1.900 acidentes na via pública que envolveram trotinetas elétricas, que causaram 10 mortos.

© TIAGO PETINGA/LUSA

Segundo os dados da GNR divulgados esta sexta-feira, 13 de março, houve um aumento da sinistralidade associada à micromobilidade, nomeadamente trotinetas elétricas, tendo sido já contabilizados desde o início do ano e até 28 de fevereiro 72 acidentes.

“Até 2021, o registo de acidentes mantinha-se estável (abaixo das 25 ocorrências anuais), contudo, verificou-se um aumento significativo em 2023, com 547 acidentes, atingindo o pico em 2024, com 706 ocorrências”, indica a guarda.

Nos últimos sete anos (de 2019 a 2025), a GNR registou 10 vitimas mortais, metade dos quais em 2023, 88 feridos graves e 1.442 feridos ligeiros (atingindo o máximo de 548 em 2024).

Segundos os dados, o distrito de Setúbal foi o que registou maior número de vítimas mortais (três). Aveiro e Faro apresentam o maior volume de sinistralidade e de feridos (graves e leves). Destaca-se ainda o distrito de Santarém, com um registo de 14 feridos graves nos últimos 7 anos.

A GNR aponta como principais causas dos acidentes a circulação em locais indevidos (passeios), o desrespeito pela sinalização e a não utilização de dispositivos de segurança e de proteção.

Face a este cenário, a GNR, refere, tem desenvolvido ações de fiscalização direcionadas para estes utilizadores, promovendo a sensibilização para a adoção de uma condução defensiva.

Na nota, a guarda lembra que as trotinetas elétricas são equiparadas a velocípedes, devendo os seus utilizadores cumprir as regras estabelecidas no Código da Estrada.

A GNR recomenda o uso de capacete, embora este não seja obrigatório para todas as trotinetes, o uso retrorrefletor e que os utilizadores verifiquem se o veículo possui luzes brancas à frente e vermelhas atrás.

Lembra igualmente que é proibida a circulação de trotinetes nos passeios, devendo estas utilizar as ciclovias ou, na sua ausência, a faixa de rodagem (junto à berma) e evitar manobras bruscas e a sinalizar as mudanças de direção com o braço.

A guarda alerta ainda que os condutores de trotinetes estão sujeitos às mesmas taxas de álcool que os de automóveis e que as trotinetes destinam-se ao transporte de apenas uma pessoa.

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