Gestor investigado por contratos de seis milhões lidera hospital de Lisboa

Miguel Paiva chega à Unidade Local de Saúde de São José sob investigação do Ministério Público por suspeitas em contratos públicos. Governo avança com nomeação apesar das dúvidas.

© Facebook/Hospital-de-São-José

O novo presidente da Unidade Local de Saúde (ULS) de São José, em Lisboa, está sob investigação do Ministério Público, num processo relacionado com a adjudicação de contratos públicos durante o período em que liderou o Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga.

Em causa, segundo avança o Correio da Manhã, estão contratos no valor de cerca de 6,1 milhões de euros, envolvendo a aquisição de bens, serviços e a realização de obras. O inquérito, aberto há três anos, visa apurar eventuais irregularidades em ajustes diretos e concursos públicos, incluindo possíveis ligações a empresas e a um advogado que prestou serviços à instituição.

Apesar da investigação, Miguel Paiva assegura que nunca foi constituído arguido e garante estar a colaborar com a justiça, afirmando que nunca se sentiu suspeito.

Ainda assim, o processo levanta dúvidas sobre o funcionamento interno do hospital, em particular na área das compras. Em 2019, uma antiga responsável clínica já tinha denunciado um sistema “montado para a ineficiência”, que, segundo a própria, conduzia ao recurso sistemático a ajustes diretos.

A Polícia Judiciária já ouviu várias testemunhas e procura agora apurar quem era responsável pela escolha das empresas nos procedimentos, de forma a determinar a eventual existência de favorecimento.

A nomeação de Miguel Paiva para a presidência da ULS de São José foi aprovada pelo Governo em fevereiro, numa altura em que o setor da saúde enfrenta também atrasos e derrapagens financeiras em projetos estruturantes, como o Hospital de Todos os Santos.

Últimas do País

A ministra da Saúde reconheceu esta terça-feira que a gestão das duas greves que afetaram o INEM em 2024 “podia ter sido mais bem feita” e que o instituto “não se terá apercebido” da possibilidade de decretar serviços mínimos.
Um programa de apoio médico e psicológico ajudou mais de 86.000 pessoas com doenças avançadas e as suas famílias nos últimos sete anos, revelou hoje a organização responsável pelo projeto.
A Infraestruturas de Portugal (IP) contabiliza 26 estradas no território nacional que continuam encerradas após a passagem do comboio de tempestades, realçando que já foi possível resolver 92% dos cortes registados.
O presidente do CHEGA, André Ventura, participou esta terça-feira numa concentração em frente ao Palácio de Belém, convocada pelo partido em protesto contra a visita do presidente do Brasil, Lula da Silva, e contra a insuficiência no combate à corrupção.
A Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo esclareceu hoje que o homem baleado em Portalegre, na segunda-feira, continua internado no hospital local e não fugiu, ao contrário do que foi anteriormente divulgado por fonte hospitalar.
O presidente do INEM afirmou hoje que o instituto deve aos bombeiros cerca de 9,7 milhões de euros pelo transporte urgente de doentes referente a fevereiro, menos de metade do valor reivindicado pela Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP).
O comandante da PSP de Vila Real chamou hoje a atenção para as instalações do comando distrital, há 20 anos num edifício provisório, e para o envelhecimento do efetivo, sinalizando um aumento da criminalidade denunciada em 2025.
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu hoje aviso amarelo de precipitação, por vezes forte, para as ilhas do grupo Oriental dos Açores, mantendo os avisos de vento e agitação marítima para as nove ilhas.
O homem de 32 anos que ficou ferido após ser baleado à entrada de um hipermercado, em Portalegre, na segunda-feira, fugiu do hospital da cidade onde estava internado, disse hoje à agência Lusa fonte hospitalar.
A Entidade Reguladora da Saúde ordenou suspender a actividade em 19 estabelecimentos de cuidados de saúde em três anos, na maioria para ter profissionais identificados a realizar na área de procedimentos estéticos para os quais não estavam habilitados.