Depressão Therese: quatro desalojados e 224 ocorrências registadas na Madeira

O Serviço Regional de Proteção Civil da Madeira indicou hoje ter sinalizado 224 ocorrências no arquipélago entre 17 de março e terça-feira, devido ao mau tempo causado pela passagem da depressão Therese, com registo de quatro desalojados.

© D.R.

Em comunicado, a autoridade regional refere que uma pessoa foi realojada pelo Instituto de Segurança Social no concelho de Santa Cruz, na zona leste da ilha, e outras três foram realojadas em casa de familiares no município de Câmara de Lobos, na zona oeste.

As operações de socorro, sobretudo relacionadas com quedas de árvores, derrocadas, inundações e danos em edifícios, envolveram 541 operacionais e 255 meios terrestres dos corpos de bombeiros e serviços municipais de proteção civil, nomeadamente entre as 13:00 do dia 17 de março e as 20:00 horas do dia 24 de março.

Também estiveram envolvidos serviços das juntas de freguesia, do Corpo de Polícia Florestal, da Polícia Marítima e Polícia de Segurança Pública, da Autoridade Marítima e do SANAS, bem como equipas da Direção Regional de Estradas e concessionárias das vias (VIAEXPRESSO e VIALITORAL) e ainda da Altice/MEO, NOS e Empresa de Eletricidade da Madeira.

A passagem da depressão Therese marcou o arquipélago com períodos de chuva intensa, vento forte, agitação marítima e queda de neve nas regiões montanhosas da Madeira, sendo que no dia 20 de março a ilha do Porto Santo sinalizou um fenómeno extremo de vento, com precipitação forte durante 20 minutos, associado a uma “célula convectiva”.

A Proteção Civil registou 36 ocorrências naquela ilha, mas sem vítimas.

Já na ilha da Madeira, os concelhos mais afetados foram o Funchal, com 44 ocorrências, Santa Cruz (34) e Machico (28), na costa sul, ao passo que na costa norte Santana registou 27 incidentes associados ao mau tempo, Porto Moniz 16 e São Vicente cinco.

Apesar do desagravamento das condições meteorológicas, o Serviço Regional de Proteção Civil alerta que ainda decorrem algumas operações de reposição da normalidade, pelo que recomenda à população “especial cuidado” e “comportamentos adequados” nas zonas que ficaram mais vulneráveis pela sua exposição ao mau tempo, nomeadamente junto a árvores, edifícios degradados ou vertentes instáveis.

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