Metade dos médicos desapareceu: urgência do Hospital Amadora-Sintra à beira do colapso

Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora-Sintra, que serve 600 mil pessoas, funciona com apenas 14 especialistas. Atualmente, conta com apenas 14 médicos especialistas, metade dos 26 registados em 2025.

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A Urgência do Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora-Sintra, porta de entrada para cerca de 600 mil utentes, enfrenta uma quebra acentuada de profissionais, funcionando atualmente com apenas 14 médicos especialistas, metade dos 26 registados em 2025.

Dados consultados pelo Expresso, relativos aos primeiros meses do ano, revelam ainda uma redução no recurso a prestadores de serviços. O número de clínicos em regime equivalente a tempo completo desceu para 45, menos seis face ao ano anterior e significativamente abaixo dos valores registados em 2023 e 2024.

Apesar da diminuição do número total de admissões, a pressão mantém-se elevada e mais exigente. Os casos mais graves representam agora mais de 60% dos atendimentos, implicando intervenções mais complexas e demoradas.

A redução aparente de doentes explica-se, em parte, pelo aumento da procura nos centros de saúde, onde milhares de utentes continuam sem resposta adequada, refere o Expresso. Ainda assim, os doentes que recorrem à urgência chegam em estado mais crítico, intensificando a carga sobre equipas já reduzidas.

No terreno, o cenário descrito pelos profissionais é de forte pressão. Relatos de médicos ao Expresso contam que estão a atender “dezenas de doentes sozinhos”, descrevem “falta de espaço físico e doentes a permanecerem em macas dos bombeiros” por ausência de camas. Em alguns períodos, os profissionais trabalham sem condições adequadas, com tempos de espera prolongados e cuidados que tardam em ser prestados.

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