CHEGA quer estrutura nacional para resgatar animais em catástrofes

O CHEGA quer que Portugal passe a ter uma resposta organizada e nacional para o resgate de animais em situações de catástrofe. A proposta surge na forma de um projeto de resolução que recomenda ao Governo a criação de uma Direção Nacional de Socorro e Resgate Animal.

© Folha Nacional

A iniciativa parte de um problema que tem sido evidente nos últimos anos: quando há incêndios, tempestades ou outras situações de emergência, milhares de animais ficam para trás sem uma resposta coordenada. Foi assim em Pedrógão Grande, em Monchique ou, mais recentemente, com a depressão que afetou várias zonas do país, onde houve relatos de animais abandonados, feridos ou simplesmente esquecidos no meio do caos.

Segundo o partido liderado por André Ventura, apesar do esforço de bombeiros, voluntários e associações, continua a faltar um mecanismo nacional capaz de coordenar meios, garantir rapidez na resposta e evitar que tudo dependa de iniciativas dispersas.

A proposta do CHEGA a que o Folha Nacional teve acesso passa por criar uma estrutura dedicada exclusivamente ao socorro animal em situações de emergência. A ideia é simples: tal como existe uma organização para salvar pessoas, deve existir também uma resposta preparada para proteger animais, sejam de companhia, de exploração agrícola ou de associações.

Entre as medidas previstas está a criação de equipas especializadas, a instalação de hospitais de campanha veterinários, o reforço da formação técnica dos operacionais e a definição de protocolos claros de atuação em cenários de crise. O partido líder da oposição em Portugal defende ainda a articulação com entidades como a Proteção Civil, a GNR, os bombeiros e os médicos veterinários.

Outro dos pontos centrais é a criação de uma rede nacional que permita mobilizar rapidamente meios humanos e logísticos, evitando atrasos que, em muitos casos, acabam por custar a vida a animais.

O CHEGA considera que esta estrutura não só ajudaria a reduzir a mortalidade animal em catástrofes, como também teria impacto na segurança das próprias populações, uma vez que situações com animais abandonados ou em pânico podem representar riscos adicionais.

A proposta inclui ainda a criação de uma coordenação nacional para garantir que a futura estrutura funciona de forma eficaz e com objetivos claros.

O tema tem ganho cada vez mais relevância pública, à medida que se multiplicam os episódios de desastres naturais e cresce a pressão para que o Estado tenha respostas mais completas, não só para pessoas, mas também para os animais que acabam por ser vítimas silenciosas destas situações.

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