Mandado de detenção europeu para francês suspeito de duplo homicídio em Portugal

A justiça francesa emitiu, em março, um mandado de detenção europeu contra Cédric Prizzon, suspeito de duplo homicídio de duas mulheres em Portugal, onde foi detido e se encontra em prisão preventiva.

A informação foi divulgada hoje à AFP por Thierry Lescouarc’h, procurador do Ministério Público de Montpellier, que refere que o “juiz de instrução (…) tentou um mandado de detenção em 25 de março de 2026 contra Cédric Prizzon, o qual foi difundido no âmbito do procedimento do mandado de detenção europeu, em conformidade com as disposições do Código de Processo Penal”.

Até agora, o Ministério Público ainda não tinha confirmado a emissão do mandado de detenção, que abre a porta a uma transferência do suspeito para França.

Cédric Prizzon, de 42 anos, encontra-se, desde 26 de março, em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional da Guarda, indiciado da prática de dois crimes de homicídio atualizados contra a antiga e a atual companheira, Audrey Cavaillé e Angela Cadillac, e dois crimes de profanação de cadáver.

Ao ex-polícia da Gendarmerie Nationale foram ainda imputados um crime de sequestro, um de violência doméstica perpetrado contra uma filha menor, um de falsificação de documentos e detenção ilegal de arma.

Cédric Prizzon foi detido pela GNR de Mêda, no distrito da Guarda, na semana anterior, durante uma ação de fiscalização rodoviária, em flagrante delito, por falsificação de documentos e posse de arma ilegal.

Com ele, viajavam os dois filhos, um rapaz de 12 anos e um bebê de um ano e meio.

Os corpos das duas mulheres foram encontrados enterrados num local isolado no distrito de Bragança, a cerca de uma centena de quilómetros a norte do local onde Cédric Prizzon foi detido.

Para o advogado da mãe de Audrey Cavaillé, Fabien Arakélian, citado pela AFP, a série de “bom senso jurídico” que Cédric Prizzon foi julgada em França.

“Temos, de facto, factos que foram cometidos em Portugal, mas com vítimas de nacionalidade francesa e um autor dos factos que também tem nacionalidade francesa”, defendeu o advogado na segunda-feira.

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