Ministério Público acusa seis pessoas de tentativa de suborno em Gaia

O Ministério Público de Vila Nova de Gaia acusou seis pessoas e uma empresa por alegadamente terem tentado subornar um funcionário público para facilitar em adjudicações à sociedade arguida, informou hoje a Procuradoria-Geral Regional do Porto (PGRP).

© D.R.

Numa nota publicada na sua página na internet, a PGRP refere que, por despacho de 22 de junho, o Ministério Público (MP) na Comarca de Vila Nova de Gaia deduziu acusação contra seis arguidos, incluindo um militar da GNR, e uma empresa.

De acordo com a Procuradoria, os arguidos representantes da sociedade arguida e um engenheiro que trabalhava para a mesma empresa estão acusados pela prática de um crime de oferta indevida de vantagem agravado e um crime de simulação de crime.

Um dos arguidos representantes da sociedade, o arguido engenheiro e o arguido militar respondem ainda por um crime de abuso de poder e um crime de falsidade informática agravado.

Já a sociedade arguida responde pelos crimes de oferta indevida de vantagem agravado e de falsidade informática agravado conforme legalmente previsto.

O alvo da tentativa de suborno terá sido um funcionário público, em exercício de funções numa Unidade Local de Saúde e com intervenção no âmbito da formação de contratos de empreitadas de obras públicas, e subsequente fiscalização da execução.

A acusação refere que os arguidos representantes da sociedade arguida e o arguido engenheiro “decidiram presentear” este funcionário com o propósito de “o tornar permeável a uma futura interferência favorável em adjudicações à sociedade arguida”.

Os factos remontam a 14 de dezembro de 2020, quando o arguido engenheiro, segundo a acusação, entregou ao funcionário um saco de papel contendo 7.500 euros, mas este recusou ficar com a quantia, optando por entregá-la ao Conselho de Administração da Unidade de Saúde, denunciando a situação.

Perante a recusa, o MP diz que os arguidos tentaram recuperar a quantia junto do funcionário, fazendo-o crer que a mesma lhe tinha sido entregue indevidamente, tendo ainda denunciado junto de autoridades policiais um falso furto dessa quantia.

“Para fazer coincidir a data do alegado desaparecimento com a data da entrega da quantia, estes arguidos contaram ainda com a colaboração do arguido militar que, adulterando a data de registo da denúncia, fez nela constar o dia seguinte à entrega da quantia”, refere a mesma nota.

O MP requereu a perda a favor do Estado da quantia entregue e, ainda, a aplicação de penas acessórias aos arguidos e à sociedade arguida.

Últimas do País

Entre 2019 e 2025, a Polícia Judiciária adjudicou mais de 2,2 milhões de euros à Construbarcelos. Apenas três dos 17 contratos tiveram concorrência e algumas empreitadas acabaram por custar mais 345 mil euros do que o previsto.
Enquanto milhares de alunos enfrentavam atrasos e erros na divulgação das notas, o Ministério da Educação adjudicava um contrato de 701 mil euros à Deloitte Technology.
A crescente retenção de ambulâncias dos bombeiros nas urgências dos hospitais do Algarve está a comprometer de forma grave a capacidade de resposta da Emergência Pré-Hospitalar na região, sobretudo no verão, alertaram entidades regionais.
O partido solicitou à Câmara Municipal esclarecimentos sobre quantos processos judiciais estão abrangidos pelo contrato de aquisição de serviços de patrocínio forense na área da habitação pública, procurando apurar se esses processos dizem respeito a rendas em atraso, ocupações ilegais, despejos ou outros litígios relacionados com as casas municipais.
Cerca de 1.600 clientes, a maioria da região de Leiria, ainda não têm serviços fixos de comunicações, quase seis meses após a depressão Kristin ter atingido gravemente este território, informou hoje a Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom).
O Ministério Público vai recorrer da absolvição do ex-banqueiro Ricardo Salgado e restantes arguidos num processo relacionado com a alegada corrupção de um antigo vice-presidente do Banco do Brasil, garantiu hoje a Procuradoria-Geral da República.
O presidente do CHEGA defendeu que a manutenção em funções do ministro da Administração Interna "coloca em causa o regular funcionamento das instituições", deixando apelos quer ao primeiro-ministro, quer ao Presidente da República para atuarem.
O presidente do CHEGA afirmou que "tudo correu mal" neste modelo de digitalização da correção dos exames e atribuiu a responsabilidade máxima ao ministro da Educação.
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) aplicou uma coima de 160 mil euros à Vodafone para alterar unilateralmente as condições contratuais de 448.236 clientes, sem ter comunicado as alterações.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve no Porto um homem de 42 anos procurado pelas autoridades brasileiras para cumprir uma pena de prisão por suspeita de crimes sexuais contra crianças, informou hoje aquele órgão de polícia criminal.