A imigração maciça além das conspirações

As principais razões para um fenómeno actual e de consequências desastrosas.

A chegada ao nosso país de uma massa de imigrantes em proporções nunca vistas mostrou que Portugal não é uma excepção num fenómeno que assola vários países e que as trágicas consequências serão as mesmas.
Perante tais alterações, inúmeros «especialistas» autoproclamados explicam um fenómeno complexo através de simplismos que roçam a infantilidade. Assim, é comum lermos a este propósito as habituais teorias da conspiração, os complotismos mais delirantes e fantasias próprias de um filme de ficção científica de série B.

Ainda que tais respostas consigam alguma popularidade no imediatismo das chamadas redes sociais, são obviamente prejudiciais a qualquer debate sério e, principalmente, a quem denuncia e combate justamente a imigração maciça.
Quais são, então, os principais promotores do actual fenómeno imigratório que enfrentamos?

O clientelismo eleitoral. Principalmente à esquerda, os imigrantes são vistos como o novo proletariado que abraçará os partidos que os defendem, nomeadamente ao promoverem regularizações em massa e benefícios para os recém-chegados, garantindo assim o seu acesso ao poder. Naturalmente, não se trata de uma simples equação que tem sempre o mesmo resultado. Os imigrantes não constituem uma massa homogénea e há por vezes surpresas. No entanto, o efeito real desta estratégia tem funcionado em demasiados casos para ser desprezado. Este é o elemento eleitoralista da imigração.

A mão-de-obra barata. É certo que a imigração é uma fonte de mão-de-obra mais barata do que a existente nos países de destino dos imigrantes. Mas não se trata aqui de uma mera questão salarial, porque há sempre excepções. Esta massa de trabalhadores, além de aceitar ordenados mais baixos, é diversificada, disponível e facilmente móvel. São principalmente os grandes grupos económicos que dela mais beneficiam e que a promovem activamente, mas o fenómeno estende-se igualmente a muitos dos pequenos negócios e comércios. É o elemento laboral da imigração.

Os intelectuais contra o povo. Há vários grupos ideológicos que pugnam pela destruição etnocultural do seu próprio povo histórico, visto como «racista» e «opressor». Tais intelectuais operam nomeadamente nos estabelecimentos de ensino, na comunicação social e nos vários meios culturais. Ainda que o seu número possa ser reduzido, o seu poder de influência é efectivo e eficaz. A sua produção intelectual e cultural serve de base de legitimação da imigração maciça, através dos mecanismos da vitimização e da culpabilização. Trata-se do elemento moralizante da imigração.

A tribo mundialista. Uma das grandes alterações sociológicas recentes foi o aparecimento de uma tribo do mundialismo, uma classe transfronteiriça e desenraizada, que se caracteriza por um supremacismo cosmopolita. Pode viver em qualquer cidade, por regra em zonas privilegiadas, mas também em enclaves rurais ou costeiros, mas não é afectada pela alteração populacional provocada pela imigração maciça. Pelo contrário, até dela beneficia, pois aí encontra os funcionários de que necessita para o seu estilo de vida itinerante. É uma elite social que modela o discurso dominante e este constitui o elemento globalista da imigração.

A definição destas categorias tem por objectivo traçar um quadro geral dos factores que mais contribuem para a vinda em massa de imigrantes, principalmente para os países europeus. A conclusão é simples, devemos conhecer os nossos inimigos para não nos enganarmos no alvo.

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