PSP descobre supermercado transformado em dormitório clandestino para imigrantes

Operação em Sintra revelou dezenas de imigrantes a viver em condições ilegais. A Polícia de Segurança Pública (PSP) suspeita de arrendamento clandestino, evasão fiscal e graves violações das regras de segurança.

© D.R.

Uma operação de fiscalização da Polícia de Segurança Pública (PSP) permitiu detetar dois casos de alojamento ilegal de imigrantes no concelho de Sintra.

Segundo comunicado da PSP, uma das situações foi identificada em Mem Martins, onde uma vivenda e vários anexos, explorados pelo mesmo proprietário, estariam a servir de habitação a cerca de 12 agregados familiares, num número ainda indeterminado de pessoas.

As autoridades suspeitam que o responsável explorava os imóveis à margem da lei, sem contratos de arrendamento escritos nem emissão de recibos, exigindo o pagamento das rendas exclusivamente em numerário. A PSP refere ainda que o suspeito alterava frequentemente os contactos telefónicos.

A segunda situação, considerada pela PSP de “extrema gravidade”, foi descoberta nas traseiras de um supermercado, em Belas, explorado por cidadãos estrangeiros. No local existia um anexo transformado clandestinamente em dormitório, composto por dois quartos de reduzidas dimensões, cozinha e instalação sanitária, apresentando fortes indícios de ocupação permanente.

No interior do próprio supermercado, os agentes encontraram ainda cinco imigrantes alojados em beliches, numa utilização do espaço incompatível com o respetivo alvará e com as normas urbanísticas em vigor.

Perante as irregularidades detetadas, foram levantados autos de contraordenação relativamente ao supermercado, enquanto o caso de Mem Martins foi participado às autoridades competentes por existirem fortes indícios de evasão fiscal e outras infrações conexas.

Últimas do País

A pobreza persistente afetava 61,7% das pessoas pobres em Portugal, em 2025, de acordo com os resultados do estudo 'Trajetórias da Pobreza e da Privação', hoje divulgados no âmbito do projeto 'Portugal, Balanço Social'.
Luís Peixoto Gomes, de 31 anos, conhecido por “Turko” ou “Sultão”, começa esta quarta-feira a ser julgado no Tribunal de Braga, acusado de tentar matar um jovem de 27 anos, natural de Almada, com pelo menos sete golpes de navalha. O ataque ocorreu durante a Noite Branca de Braga, depois de o arguido ter descoberto a proveniência da vítima.
A WWF Portugal realizou um evento na Assembleia da República, num espaço cuja cedência contou com o voto favorável do CHEGA. Apesar disso, o segundo maior grupo parlamentar não recebeu qualquer convite.
Três indivíduos encapuzados tentaram roubar o automóvel de um casal de idosos, em plena luz do dia, no Carregado. O proprietário da viatura, de 80 anos, procurou impedir o assalto, mas acabou empurrado e caiu ao chão. Os suspeitos armados fugiram sem conseguir levar o Mercedes.
Os dois homens detidos numa operação contra o tráfico de droga ao largo de Faro, na qual morreu um terceiro suspeito, ficaram em prisão preventiva, disse hoje à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).
A Polícia Judiciária (PJ) extraditou na terça-feira para o Reino Unido um português suspeito de homicídio por ter participado há seis anos num confronto de gangues em Manchester que resultou na morte de uma pessoa.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve nas Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, um homem procurador por França por suspeita de "fraude fiscal e branqueamento, através do denominado esquema 'carrossel do IVA'", anunciou hoje a força policial.
Uma intervenção da Guarda Nacional Republicana (GNR) na Autoestrada 2, na zona de Alcácer do Sal, terminou com a apreensão de cerca de oito mil litros de gasolina.
A Polícia Judiciária e a Autoridade Tributária desencadearam uma operação que envolve o Banco Carregosa e o Banco Angolano de Investimento Europa. Em causa está um esquema de transações imobiliárias destinado a beneficiar de isenções fiscais, com suspeitas de prejuízos de milhões de euros para o Estado.
Ana Sofia Dias, antiga presidente da Junta de Freguesia de Penha de França, em Lisboa, foi contratada pela Junta de Freguesia de Agualva e Mira Sintra, liderada pelo Partido Socialista. A ex-autarca está acusada dos crimes de corrupção passiva agravada e prevaricação no âmbito do processo Tutti-Frutti, que investiga alegadas irregularidades envolvendo antigos responsáveis autárquicos.