Levaram documentos sobre Luís Neves e Montenegro do gabinete vandalizado de Ventura

O presidente do CHEGA revela que desapareceram documentos e duas 'pens' com informação relacionada com a Comissão Parlamentar de Inquérito a Luís Neves e com o gabinete do primeiro-ministro. A Polícia Judiciária está a investigar.

© Folha Nacional

O presidente do CHEGA, André Ventura, revelou esta terça-feira que, na sequência do vandalismo no seu gabinete na Assembleia da República, desapareceram documentos confidenciais relacionados com dois dos dossiês políticos mais sensíveis da atualidade: a comissão parlamentar de inquérito ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, e documentação referente ao gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro.

Segundo o líder do CHEGA, a intrusão foi muito além do simples vandalismo. “Alguém entrou no gabinete, revirou o espaço e levou também alguns dos materiais que lá estavam”, afirmou.

Ventura confirmou que a Polícia Judiciária já está a investigar o caso e manifestou a expectativa de que os responsáveis sejam rapidamente identificados, bem como as motivações por detrás da intrusão.

Além de alguns objetos pessoais, o presidente do CHEGA garante que desapareceram duas ‘pens’ e vários documentos. Um dos conjuntos, explicou, dizia respeito à Comissão Parlamentar de Inquérito relacionada com Luís Neves.

“Esses documentos, juntamente com essa pen, desapareceram esta manhã e espero que possam ser recuperados o mais rapidamente possível”, afirmou.

O segundo lote de documentação desaparecida, acrescentou, continha informação de natureza política relacionada com o gabinete do primeiro-ministro, Luís Montenegro, documentação que, segundo explicou, estava na sua posse há mais de um ano.

Ventura sublinhou que, até ao momento, os únicos documentos cuja falta foi confirmada estão diretamente relacionados com estes dois processos, encontrando-se ambos numa pasta colocada sobre a secretária do gabinete.

Embora tenha igualmente desaparecido um objeto de natureza pessoal, o líder do CHEGA desvalorizou essa perda, considerando que a verdadeira preocupação reside no desaparecimento de documentação política e confidencial.

O presidente do CHEGA recordou ainda que as portas do grupo parlamentar permanecem, por regra, abertas durante o funcionamento da Assembleia da República e que existem rondas regulares de vigilância nas instalações.

“É precisamente na Assembleia da República que devemos sentir maior segurança. Se documentos de natureza confidencial e política não podem estar protegidos dentro do Parlamento, onde é que podem estar?”, questionou.

A investigação prossegue agora sob a coordenação da Polícia Judiciária, que procura apurar como ocorreu a intrusão, identificar os seus autores e esclarecer o destino dos documentos e equipamentos desaparecidos.

Últimas do País

A PSP do Porto deteve sete homens, com idades entre 17 e 45 anos, por suspeita de tráfico de droga, em ações de patrulhamento nas cidades do Porto e da Maia.
Dois jovens de 17 anos foram agredidos e ameaçados durante um assalto na via pública, em Mafra. A GNR deteve um suspeito de 18 anos, que tinha na sua posse um blusão roubado a uma das vítimas e duas facas escondidas numa mochila.
A PSP deteve uma mulher de 42 anos por suspeitas de violência doméstica continuada contra quatro familiares. As autoridades descrevem episódios de agressões diárias, ameaças de morte e exigências de dinheiro para álcool e droga.
O presidente do CHEGA, André Ventura, acusou esta segunda-feira o PS e o PCP de contestarem a aplicação de uma lei que os próprios partidos aprovaram em 1974. No Parlamento, defendeu a intervenção policial nas manifestações pela habitação.
Um problema processual atribuído ao Ministério Público comprometeu a situação judicial das alegadas responsáveis por uma rede de casamentos fraudulentos. O caso envolve 158 arguidos e suspeitas de crimes que incluem auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento de capitais.
A Fidelidade reconhece que o Elevador da Glória não podia ser considerado um transporte altamente fiável quando ocorreu a tragédia que provocou 16 mortos.
O Sindicato Independente de Todos os Enfermeiros Unidos (SITEU) apontou para uma adesão de 100% à greve marcada para hoje na Unidade Local de Saúde (ULS) Santo António, Porto, garantindo que os enfermeiros não vão desistir dos seus direitos.
Uma investigação do Ministério Público aponta para um alegado desvio de cerca de dez milhões de euros em subsídios europeus. O dinheiro terá sido utilizado na compra de automóveis de luxo na Alemanha, posteriormente revendidos em Portugal. Entre os veículos apreendidos encontram-se Ferrari, Porsche e Mercedes.
Os pais de um menino de três anos foram detidos por suspeitas de maus-tratos físicos, psicológicos e psíquicos à criança, em Vendas Novas, no distrito de Évora, divulgou hoje o Ministério Público.
Um homem, de 44 anos, ficou em prisão preventiva, na ilha de São Miguel, Açores, por ser suspeito de 29 crimes, entre os quais de condução ilegal, coação sobre funcionário e ofensas à integridade física, anunciou hoje a PSP.