Bancas do Bolhão disparam para 7550 euros por mês enquanto lojas ficam às moscas

Comerciantes chegaram a oferecer cerca de 20 vezes o preço-base por bancas no interior do histórico mercado do Porto. Já três das quatro lojas exteriores levadas a hasta pública não receberam qualquer proposta. Câmara admite não ter explicação para o contraste.

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As bancas do Mercado do Bolhão estão a despertar uma verdadeira corrida entre comerciantes, com licitações que, na maioria dos casos, chegaram a atingir valores cerca de 20 vezes superiores aos preços-base. À porta do mercado, porém, o cenário é bem diferente: três das quatro lojas exteriores colocadas em hasta pública ficaram sem interessados.

O caso mais expressivo foi o da antiga banca da peixeira Bininha, revela o Jornal de Notícias (JN). O espaço alcançou uma renda mensal de 7550 euros na hasta pública realizada no mês passado, o valor mais elevado de todo o leilão.

O entusiasmo pelas bancas contrasta com a falta de procura pelos estabelecimentos virados para a Rua de Sá da Bandeira. Das quatro lojas disponíveis, apenas uma encontrou interessado, precisamente a que apresentava o preço-base mais baixo.

O espaço acabou adjudicado por 1940 euros mensais, apenas três euros acima do valor inicialmente fixado.

As restantes três lojas não receberam qualquer proposta e continuam sem ocupação desde a reabertura do Mercado do Bolhão, em 2022. Eram também os espaços com os preços-base mais elevados entre os nove levados a leilão, com valores mensais entre os dois mil e pouco mais de quatro mil euros.

Questionada pelo JN sobre a diferença entre a corrida às bancas e a falta de interessados nas lojas exteriores, a Câmara Municipal do Porto afirmou não ter uma explicação para a disparidade.

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