Subsídios sob suspeita na RTP foram regulados quando atual secretária de Estado da Administração Pública liderava Recursos Humanos

Marisa Garrido chefiou os Recursos Humanos da RTP entre 2008 e 2014, período em que foram regulamentados ou alvo de novas decisões vários complementos remuneratórios agora questionados pela Inspeção-Geral de Finanças. Atual secretária de Estado terá também recebido subsídios enquanto trabalhava na estação pública.

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Marisa Garrido, atual secretária de Estado da Administração Pública, dirigiu os Recursos Humanos da RTP num período em que foram regulamentados ou alvo de novas decisões vários dos complementos remuneratórios que estão agora sob escrutínio da Inspeção-Geral de Finanças (IGF), segundo avançou o Correio da Manhã.

A governante esteve à frente da Direção de Recursos Humanos da estação pública entre 2008 e 2014. Em 2013, foi re-regulamentado o subsídio de apresentação e, entre esse ano e 2014, foram tomadas novas decisões relativas à atribuição do subsídio especial, do subsídio específico temporário e do subsídio permanente específico.

Este período coincidiu com uma profunda reestruturação da RTP. Em 2013, a empresa pública avançou com um plano de redução de custos que previa um corte de até 33% nas estruturas diretivas e cerca de 220 rescisões amigáveis.

Foi neste contexto que a Direção de Recursos Humanos passou a assumir formalmente um papel no circuito dos cargos de estrutura e coordenação. O departamento então liderado por Marisa Garrido participava na proposta de funções e candidatos e assegurava a execução das decisões tomadas pelo Conselho de Administração.

Na vertente remuneratória, os Recursos Humanos ficaram ainda responsáveis pela aplicação da nova situação salarial e pela consolidação dos respetivos subsídios, mecanismo que também estará entre as matérias analisadas pela IGF.

Entretanto, o Página Um avançou que Marisa Garrido terá sido igualmente beneficiária de complementos remuneratórios durante os cerca de seis anos em que trabalhou na RTP. Segundo aquela publicação, os pagamentos em causa integram o conjunto de mecanismos salariais cuja regularidade está agora sob escrutínio da Inspeção-Geral de Finanças.

A análise da IGF consta, contudo, de um relatório preliminar, pelo que ainda não são conhecidas as conclusões definitivas sobre a regularidade dos mecanismos remuneratórios em causa.

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