Dentro dos 250, os 25

Foi há 25 anos: a 11 de Setembro de 2001 ocorreram os maiores ataques terroristas de sempre contra os Estados Unidos da América no seu território. Atentados com aviões a jacto de passageiros capturados e desviados por muçulmanos fanáticos que visaram, com sucesso, as duas «torres gémeas» do World Trade Center em Nova Iorque e o Pentágono (Departamento de Defesa) em Washington, e, sem sucesso, mas ainda com perda de vidas (caídas perto de Shanksville, Pensilvânia), o Capitólio dos EUA em Washington DC. Quase três mil pessoas morreram naquele dia, mas muitas outras viriam a falecer nos anos seguintes de doenças – em especial cancerígenas – contraídas em consequência dos desmoronamentos dos edifícios e das poeiras malignas que se soltaram.

Não obstante os terríveis impactos sentidos igualmente nos outros dois locais, é a «Grande Maçã» que se tornou não só o cenário principal mas também o símbolo maior da catástrofe iniciática deste milénio, do acontecimento histórico mais importante (até agora) do século XXI. Desde 2002 que todas as evocações anuais, paralelas à reabilitação, reconstrução e renovação da área atingida em Manhattan, constituem ocasiões de solene tristeza. Porém, certamente que quase ninguém adivinharia ou acreditaria até há menos de doze meses que a cerimónia junto ao que foi o «Ground Zero» se tornasse mais incómoda pelo facto de a cidade ter um mayor… com características inéditas. No meu artigo «De A(lá) a Z(ohran)», publicado no Folha Nacional a 18 de Novembro de 2025, escrevi: «A ascensão de alguém como Zohran Mamdani só é possível devido à acelerada degenerescência, tanto político-ideológica como mental e moral, do Partido Democrático, cuja permissividade e ausência de padrões éticos possibilitaram que vários “cavalos de Tróia” do mais agressivo, perverso “exército” mundial – o do islamismo radical, fanático – transpusessem, quais bárbaros invasores que de facto são, os portões da “terra prometida” a Ocidente. (…) Em 2026 não serão apenas assinalados os 250 anos da fundação dos EUA, ou seja, o quarto de milénio sobre a Declaração de Independência a 4 de Julho de 1776; haverá também certamente uma muito especial evocação a propósito dos 25 anos desde os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, um quarto de século que equivalerá exactamente a um décimo do tempo de vida da nação. E em Nova Iorque, a “presidir” à cerimónia solene, estará um autarca muçulmano que é, literalmente, simpatizante de terroristas muçulmanos.»

E, efectivamente, Zohran Mamdani não surpreendeu, não «desiludiu»; o «burro» comportou-se exactamente como seria de esperar. Neste primeiro ano (ainda incompleto) do seu mandato ele: proferiu o primeiro discurso após ser eleito numa mesquita em Brooklyn perante uma multidão que gritava «Allahu akbar» («Alá é grande»); contratou como principal assessor jurídico Ramzi Kassem, que foi advogado de um membro da Al Qaeda; tornou-se o primeiro presidente da câmara em mais de seis décadas a não participar no desfile anual que celebra o Dia de Israel; ameaçou prender Benjamin Netanyahu em obediência a um «mandato de captura» emitido pelo Tribunal Penal Internacional, entidade que os EUA não reconhecem. Estes são apenas alguns, poucos, exemplos de uma actuação caracterizada pelo «calor do colectivismo», uma «qualidade» que ele enalteceu no seu discurso de tomada de posse, e que parece ser partilhada pelos apoiantes anti-semitas do Hamas e do Hezbollah que em 2026, e mais do que uma vez, se manifestaram ruidosa e raivosamente em frente a uma sinagoga em Brooklyn. No entanto, e apesar da notoriedade compreensível que um líder muçulmano de Nova Iorque tem, há que realçar a existência prévia de comunidades islâmicas importantes noutros Estados em que seguidores de Maomé ocupam cargos relevantes no poder local, como sheriffs e mayors, frequentemente admitindo, implícita e até explicitamente, serem mais fiéis à religião que professam do que à nação onde residem. São os casos do Minnesota e do Michigan, de onde vieram, respectivamente, Ilhan Omar e Rashida Tlaib, duas autênticas jihadistas – democratas, claro! – eleitas como representantes e com assento no Congresso. É certo que as mulheres democratas não têm de ser crentes para se submeterem ao poder do Crescente: Alexandria Ocasio-Cortez e Kathy Hochul, respectivamente representante e governadora de Nova Iorque, Mikie Sherrill, governadora de Nova Jersey, e Peggy Flanagan, vice-governadora do Minnesota, cobriram os seus cabelos com lenços em eventos com muçulmanos ocorridos nos últimos 12 meses; elas, tão «feministas», só combatem a «misoginia», o «patriarcado» e a «supremacia» quando tais males «ocorrem» entre os cristãos. E em Portugal teriam como aliada Raquel Varela, que em Outubro de 2025 convocou uma manifestação em Lisboa contra a aprovação da lei do Chega que proíbe o uso de burcas. Poderá a historiadora juntar-se a Rama Duwaji, esposa de Zohran Mamdani, no (deveras dispendioso) retiro feminino que vai decorrer em Arcos de Valdevez na segunda quinzena deste mês, dedicado à «caligrafia islâmica» e à «reflexão espiritual»?

Estas e outras idiotices, por mais irritantes que sejam (e são), tornam-se irrelevantes quando comparadas com a tragédia que hoje se evoca. E, sim, para mim ainda quase parece que foi ontem. Nessa distante mas tão próxima terça-feira de 2001 estava em Lisboa a trabalhar, mais precisamente na sede da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações, de cuja revista eu era redactor. Tinha acabado de vir do almoço, passava pouco das 14 horas. Numa outra sala, perto da minha, estava um televisor ligado. Já não me lembro em que canal estava sintonizado, mas creio que se estabelecera uma ligação em directo após o embate do primeiro avião; ainda não se sabia o que acontecera, não havia certezas, mas pensava-se, dizia-se, que fora um acidente. Por pouco tempo: quando o segundo avião veio… as dúvidas dissiparam-se. Pelas janelas eu podia ver, como habitualmente, a Avenida Fontes Pereira de Melo, a Portugal Telecom, o Imaviz, o Hotel Sheraton; aparentemente tudo estava na mesma… mas, na verdade, o Mundo havia mudado radicalmente. Passou a haver um «antes» e um «depois». Entre a esquerda ocidental em geral, e a europeia em especial, a atitude preferencial foi do tipo «condenamos, mas…». Chegaram-me ecos de afirmações, feitas inclusivamente por portugueses, do tipo «os Estados Unidos tiveram, finalmente, o que mereciam». Será que as pessoas, incluindo crianças, que iam naqueles aviões ou que estavam nos edifícios atingidos mereceram o que lhes aconteceu?

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