Um rapto alegadamente encomendado na sequência do desaparecimento de droga estará na origem da operação ‘Rodízio’, que levou a Polícia Judiciária (PJ) a deter quatro homens, com idades entre os 25 e os 55 anos.
A investigação recua a dezembro de 2024. Segundo a PJ, o alegado mandante, que as autoridades suspeitam estar ligado ao tráfico de droga, terá desconfiado de um roubo na própria residência e ordenado a uma «equipa» o rapto do homem que considerava responsável.
A vítima terá sido sujeita a violência extrema, estando os quatro detidos indiciados por crimes de rapto, ofensas à integridade física qualificada e coação agravada.
Na operação, conduzida pela Unidade Nacional de Contraterrorismo, foram cumpridos 10 mandados de busca domiciliária, uma busca não domiciliária e quatro mandados de detenção fora de flagrante delito. Um quinto suspeito acabou também detido por se encontrar em situação de permanência irregular em território nacional.
Armas e falsos crachás da polícia apreendidos
As buscas permitiram às autoridades apreender armas, falsos crachás da polícia, coletes balísticos e material utilizado para acondicionar droga, além de outros elementos considerados relevantes para a investigação.
A PJ sustenta que os indícios recolhidos apontam para uma atividade criminosa reiterada por parte dos suspeitos, que, segundo a investigação, teria na prática de crimes a sua forma de vida.
Os detidos serão presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório e aplicação das respetivas medidas de coa