Nas Perspetivas Económicas e Orçamentais divulgadas hoje, o CFP prevê um aumento no crescimento do Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) de 3,2% em 2026, mais 0,3 pontos percentuais do que o estimado em abril, principalmente devido à componente energética.
Já em 2027, a inflação deverá diminuir para 2,6%, “a par da redução dos preços dos bens energéticos nos mercados internacionais e da dissipação do efeito de base associado à subida registada em 2026”, indicou a instituição.
O CFP alertou ainda assim que a componente alimentar constitui um “contrapeso” a esta trajetória, tendo em conta que as projeções do Eurosistema de junho apontam para um máximo da inflação alimentar na área do euro no segundo trimestre de 2027, decorrente sobretudo do encarecimento da energia e dos fertilizantes ocorrido em 2026.
“A este cenário acresce o risco da paralisação das exportações de cereais pelo Mar Negro, na sequência da escalada de ataques a portos e navios comerciais no quadro do conflito entre a Rússia e a Ucrânia, que afeta dois dos maiores exportadores mundiais de trigo”, lê-se no relatório.