Aulas já começaram, mas há crianças que continuam sem escola. Queixas contra Ministério aumentam 15%

Quase metade das reclamações apresentadas contra o Ministério da Educação desde agosto está relacionada com alunos ainda sem colocação. Pré-escolar e 1.º ciclo concentram mais de metade dos casos e Setúbal lidera as queixas.

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O ano letivo já arrancou, mas para algumas famílias continua a faltar o essencial: uma escola para os filhos. Entre 1 de agosto e 23 de setembro foram apresentadas 54 reclamações contra o Ministério da Educação no Portal da Queixa, mais 15% do que no mesmo período do ano passado, revela a revista Sábado.

Cerca de 46% das reclamações dizem respeito a alunos que continuam sem vaga, apesar de as famílias terem apresentado candidaturas e indicado diferentes estabelecimentos de ensino como preferência.

Mais de metade dos casos envolve crianças entre os três e os 10 anos, sobretudo do pré-escolar e do 1.º ciclo. Há menores que permanecem em lista de espera e outros cujas famílias continuam sem uma resposta definitiva sobre a escola que irão frequentar.

De acordo com a mesma fonte, Setúbal concentra o maior número de reclamações relacionadas com falta de colocação, representando 44% do total. Lisboa surge a seguir, com 28%, e o Porto com 12%.

A insatisfação reflete-se também na avaliação feita pelos utilizadores do Portal da Queixa à resposta do Ministério da Educação. A classificação média caiu de 3,73 para 2,36 face ao mesmo período de 2025.

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