Juros de renegociações e novos créditos para casa sobem para 3% em agosto

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).

© D.R.

Segundo os dados do BdP, a taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação – que inclui novos contratos e renegociações – aumentou 0,03 pontos percentuais face aos 2,97% registados em julho, situando-se no valor mais alto desde abril de 2025 (3,06%). Em setembro e outubro de 2023, esta taxa chegou a atingir os 4,31%.

O banco central detalha que esta subida resultou dos novos contratos, cuja taxa de juro média aumentou 0,05 pontos percentuais, para 3,00%.

Já a taxa de juro média dos contratos renegociados diminuiu 0,05 pontos percentuais, fixando-se também nos 3,00%.

Na área do euro, a taxa de juro média das novas operações de empréstimos à habitação subiu 0,08 pontos percentuais, para 3,60%, tendo Portugal caído uma posição entre os países da área do euro, passando a apresentar a quarta taxa média mais baixa, depois de Malta, Bulgária e Croácia.

Já a prestação média mensal do ‘stock’ de empréstimos à habitação aumentou em agosto pelo 12.º mês consecutivo e atingiu um novo máximo da série histórica: 446 euros, mais cinco euros do que em julho e mais 28 euros do que no final de 2025.

De acordo com o BdP, este aumento resultou do acréscimo quer da prestação média dos contratos já existentes, quer dos novos contratos, “estes últimos com prestações médias mais elevadas”.

Em agosto, 87% dos novos empréstimos à habitação foram contratados a taxa mista, isto é, com uma taxa de juro fixa num período inicial, seguida de taxa variável.

Nas novas operações a taxa mista, a taxa de juro média aumentou 0,02 pontos percentuais face a julho, para 2,86%, enquanto nas novas operações a taxa variável subiu 0,02 pontos percentuais para 3,23%.

Últimas de Economia

A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação voltou a subir em cadeia em agosto, para 3,00%, situando-se acima dos 2,88% do mesmo mês de 2025, divulgou hoje o Banco de Portugal (BdP).
Os preços das casas subiram, no primeiro trimestre, 1,1% na zona euro e 1,2% na União Europeia (UE) na comparação homóloga, com Portugal a registar o maior aumento entre os Estados-membros (16,5%), divulga o Eurostat.
O Tribunal de Contas detetou falhas na informação sobre centenas de milhões de euros distribuídos pelo Estado a fundo perdido. Dos apoios analisados, 526 milhões ficaram sem informação suficientemente clara sobre a respetiva identificação ou finalidade. Conta Geral do Estado de 2025 recebeu um juízo de não conformidade.
O preço do cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste aumentou 11 cêntimos na última semana, após ter descido na semana anterior, fixando-se nos 254,22 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor.
O presidente do CHEGA criticou as alterações do Governo ao regime do arrendamento e alertou para o aumento do custo da habitação. "Queremos direitos para quem se mata a trabalhar e não consegue pagar uma casa", afirmou André Ventura.
O Estado registou um excedente de 249,3 milhões de euros até agosto, uma diminuição de 1.799,4 milhões de euros face ao período homólogo, revelou a síntese de execução orçamental.
Gustavo Madeira deixa o gabinete do ministro das Infraestruturas e Habitação para assumir a presidência do IMT. Nomeação é feita em regime de substituição e produz efeitos já esta quinta-feira, enquanto os cargos não forem preenchidos através de concurso da CReSAP.
A prestação da casa vai subir em outubro para créditos com taxa Euribor a três, seis e 12 meses que sejam revistos nesse mês, segundo as simulações da Deco Proteste.
Portugal poderá passar de 6,3 mil milhões de euros em juros da dívida este ano para 9,4 mil milhões em 2030. Conselho das Finanças Públicas alerta para condições de financiamento mais adversas e antecipa o regresso dos défices já em 2027.
A taxa de inflação aumentou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, contra 3,3% no mês anterior, novamente impulsionada pelo preço dos combustíveis, segundo a estimativa rápida divulgada hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).