O presidente do CHEGA, André Ventura, apresentou esta segunda-feira a sua recandidatura à presidência do CHEGA, justificando a decisão com a necessidade de dar continuidade ao projeto político que iniciou e de concretizar os objetivos que considera ainda por alcançar.
“Entreguei a minha recandidatura à presidência do partido, pois ainda não estava cumprida a missão a que me propus: transformar Portugal”, afirmou.
O líder partidário recordou o percurso do CHEGA desde a sua fundação, destacando o crescimento eleitoral que permitiu ao partido assumir a liderança da oposição parlamentar.
“Em sete anos, tornámo-nos líderes da oposição, mas ainda não alcançámos tudo aquilo a que nos propusemos”, declarou.
Ventura adiantou que a recandidatura conta com o apoio de todos os presidentes das estruturas distritais e dos deputados eleitos do partido, considerando que esta adesão representa um sinal de unidade interna.
O presidente do CHEGA explicou que a próxima convenção nacional terá como objetivos legitimar os órgãos nacionais, promover o debate interno e reforçar a preparação do partido para assumir funções governativas.
“Quero um partido preparado para governar quando esse momento chegar, caso seja reeleito”, afirmou.
Entre os temas que pretende colocar em discussão, Ventura destacou a imigração, a nacionalidade, o combate à corrupção e a política fiscal, defendendo a importância de preservar a identidade política do CHEGA e, simultaneamente, reforçar a sua capacidade de diálogo institucional.
Ventura considera que Montenegro deve resolver a situação de Luís Neves
Durante a conferência de imprensa, André Ventura abordou também a situação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, considerando que a sua atuação deve ser objeto de escrutínio político.
“O caso de Luís Neves é um caso de escrutínio político. É um caso de prepotência e de incapacidade de lidar com a verdade”, afirmou.
O presidente do CHEGA defendeu que a responsabilidade pela resolução desta situação cabe ao primeiro-ministro, Luís Montenegro.
“Luís Montenegro tem de resolver esta situação”, declarou, acrescentando que “o problema de Luís Neves é um problema que Luís Montenegro tem de resolver. Não é apenas um problema da oposição”.
Ventura considerou ainda que a continuidade da situação poderá ter consequências para o Executivo.
“Enquanto não a resolver, a infeção deste Governo será cada vez maior”, afirmou.
O líder partidário referiu também que, na sua perspetiva, o CHEGA teve um papel determinante no escrutínio político da atuação de Luís Neves.
Recandidatura centrada na unidade e na preparação para governar
André Ventura afirmou que a próxima convenção deverá contribuir para consolidar a organização interna do partido e preparar uma estrutura capaz de responder aos desafios políticos nacionais.
Defendeu igualmente que a evolução da sociedade exige uma maior capacidade de resposta dos responsáveis políticos, considerando que o ritmo da vida quotidiana se tornou significativamente mais rápido nas últimas décadas.
“Em tantas áreas do país, as coisas não estão a correr bem, e temos de estar preparados para governar”, afirmou.
O presidente do CHEGA concluiu reiterando que a sua recandidatura pretende dar continuidade ao projeto político do partido, reforçar a unidade das suas estruturas e assegurar a preparação necessária para uma eventual participação governativa.