FMI contraria contas do Governo: menos crescimento e preços mais altos em 2027

O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.

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O Fundo Monetário Internacional (FMI) apresentou previsões para a economia portuguesa menos otimistas do que as utilizadas pelo Governo na elaboração do Orçamento do Estado para 2027, noticia o Diário de Notícias.

Segundo o jornal, o FMI estima que o Produto Interno Bruto português cresça 1,9% no próximo ano, abaixo dos 2,1% previstos pelo Ministério das Finanças.

A diferença também se verifica na evolução dos preços. Enquanto o Executivo aponta para uma inflação de 2,3%, a instituição internacional antecipa uma subida de 3%.

As divergências estendem-se a 2026, com o FMI a projetar um crescimento de 2,1%, inferior aos 2,3% esperados pelo Governo, e uma inflação de 3,2%, acima dos 2,9% considerados no cenário orçamental.

Estas projeções colocam em perspetiva os pressupostos económicos que sustentam a proposta de Orçamento, sobretudo num contexto em que o Governo pretende alcançar um excedente orçamental de 0,1% do PIB em 2027.

As previsões do FMI não significam que os objetivos governamentais sejam impossíveis de cumprir, mas apontam para um enquadramento económico potencialmente mais exigente.

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