VENTURA PRESENTE NO FUTURO

Da fundação do CHEGA à afirmação parlamentar: uma trajetória de crescimento.

Sigo o CHEGA desde a sua fundação, em 2019,. Ao início desconfiei e pensei que o Dr André Ventura era mais um que vinha para tentar o tachinho no sistema. Estava enganado .

O CHEGA percorreu um caminho que alterou significativamente a sua dimensão no panorama político português. Liderado por André Ventura, o partido passou de um deputado para uma bancada de 60 eleitos nas legislativas de 2025. Um self made men da política. Esta evolução merece ser analisada não apenas pelos números, mas também pelas transformações políticas e sociais que traduz.
Recuando a 2019, nas primeiras eleições legislativas a que concorreu, em outubro de 2019, o CHEGA obteve cerca de 1,3% dos votos e elegeu André Ventura. Era o início de um projeto político que procurava afirmar-se num sistema partidário consolidado, disputando espaço num Parlamento dominado pelas forças tradicionais.
Em 2022, com cerca de 7,2% dos votos, o partido elegeu 12 deputados, tornando-se uma força parlamentar com maior capacidade de intervenção. A presença de Ventura deixou de estar isolada no hemiciclo, passando a contar com uma bancada capaz de participar em várias áreas do debate político.

Nas legislativas de março de 2024, o crescimento tornou-se ainda mais expressivo. O CHEGA alcançou aproximadamente 18,1% dos votos e elegeu 50 deputados, consolidando a sua presença na Assembleia da República. Em apenas cinco anos, passou de um representante para uma bancada de dimensão significativa.

Em maio de 2025, obteve 22,76% dos votos e elegeu 60 deputados, segundo os resultados oficiais. O percurso iniciado em 2019 atingia uma nova dimensão.

Estes números demonstram capacidade de crescimento eleitoral e a afirmação do partido junto de uma parte relevante do eleitorado. Contudo, não explicam tudo. É necessário considerar as preocupações dos cidadãos, a relação com os partidos tradicionais, a evolução do debate público e a organização partidária.

E os militantes?

A evolução de um partido não se mede apenas pelos deputados eleitos. Mede-se também pela implantação territorial, pela participação dos militantes, pela criação de estruturas locais e pela capacidade de transformar mobilização em organização duradoura.

O crescimento eleitoral trouxe novos desafios ao CHEGA: coordenação, formação de quadros, participação interna e resposta às diferentes realidades do país. Embora não exista uma série histórica verificada que permita quantificar rigorosamente a evolução do número de militantes desde 2019, essa dimensão é essencial para avaliar a consolidação do partido. Mais importante do que o número de inscritos é perceber quantos participam efetivamente na vida partidária.

André Ventura permanece no centro desta trajetória. Fundador e presidente do CHEGA desde 2019, tornou-se a principal figura associada à identidade e à afirmação do partido. A sua liderança é, por isso, incontornável na análise deste percurso.

Ventura presente no futuro representa mais do que a continuidade de uma liderança. É uma reflexão sobre o futuro de um projeto que cresceu rapidamente e enfrenta responsabilidades proporcionais à sua dimensão parlamentar.

Uma bancada de 60 deputados significa mais influência, mas também maiores exigências de preparação, competência, responsabilidade e prestação de contas. A afirmação eleitoral só se transforma em influência duradoura quando é acompanhada por propostas concretas, trabalho parlamentar consistente e capacidade de responder aos problemas dos cidadãos.

O futuro do CHEGA dependerá da forma como conseguir conciliar a identidade da sua fundação com as exigências de uma organização política nacional. Dependerá também da capacidade de manter uma ligação efetiva aos militantes, respeitar o pluralismo democrático e apresentar soluções avaliáveis pelos portugueses.

De um deputado em 2019 a 60 em 2025, a evolução parlamentar do CHEGA é um facto mensurável. O significado político desse crescimento continuará a ser debatido, tal como o impacto da sua atuação nas instituições. A prova é que de norte a sul, nos arquipélagos da Madeira e dos Açores e nas comunidades portuguesas no mundo, estamos a crescer.

O desafio será transformar dimensão eleitoral em organização, trabalho parlamentar e resultados concretos. Porque o futuro de qualquer partido não se constrói apenas com os resultados de ontem, mas com as responsabilidades assumidas hoje e a capacidade de responder, amanhã, às expectativas dos cidadãos.

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