Mais de um mês depois do início do ano letivo, a falta de professores continua a afetar as escolas portuguesas. Segundo noticia o Expresso, mais de 240 turmas do 1.º ciclo permanecem sem docente atribuído.
O problema atinge os primeiros quatro anos de escolaridade, numa fase em que a aprendizagem depende, em grande parte, da presença de um professor titular de turma.
A dimensão da escassez de docentes estende-se a outros níveis de ensino. De acordo com os dados divulgados pela Federação Nacional dos Professores (Fenprof), entre 8 e 14 de outubro estavam por preencher 902 horários, correspondentes a 16.574 horas letivas.
A estrutura sindical estima que cerca de 64.900 alunos não tenham ainda todos os professores, num agravamento face ao mesmo período do ano letivo anterior, quando estavam por preencher 739 horários.
Lisboa lidera a lista dos distritos com mais horários por preencher, com 332, seguida de Setúbal, com 125, e Faro, com 97.
A Fenprof aponta ainda o aumento das aposentações como um dos fatores que agravam a falta de docentes. Nos primeiros três meses do ano letivo de 2026/2027, estão previstas 1.542 aposentações, mais 31,9% do que no período homólogo.