Licenças para construção e reabilitação habitacional sobem até outubro

As licenças para construção e reabilitação de edifícios habitacionais cresceram 6,3% de janeiro a outubro de 2025, tendo os fogos licenciados em novas construções aumentado 22,2% e o consumo de cimento subido 1,8%, segundo a AICCOPN.

© D.R.

De acordo com a mais recente Síntese Estatística da Habitação da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) hoje divulgada, o número de licenças municipais emitidas para a construção e reabilitação de edifícios habitacionais registou um crescimento homólogo de 6,3% até outubro do ano passado, para 16.969.

Já o número de fogos licenciados em construções novas aumentou 22,2% para um total de 34.907, contra 28.574 entre janeiro e outubro de 2024.

Até ao final de outubro, os dados da AICCOPN apontam ainda que o consumo de cimento no mercado nacional registou uma variação homóloga acumulada de 1,8%, totalizando 3.458 mil toneladas.

No que respeita ao montante do novo crédito à habitação concedido pela banca, excluindo renegociações, aumentou 36,1% nos primeiros 10 meses de 2025, para 19.057 milhões de euros, tendo-se a taxa de juro no crédito à habitação fixado nos 3,18% no mês de outubro, uma quebra de 110 pontos base face ao período homólogo.

Relativamente ao valor mediano da habitação, apurado para efeitos de avaliação bancária, registou uma valorização homóloga de 17,7%, em resultado de acréscimos de 22,1% no segmento dos apartamentos e de 11,8% no das moradias.

Numa análise mais detalhada da evolução na região Centro do país, a AICCOPN aponta um aumento de 43% do número de fogos licenciados em construções novas nos 12 meses terminados em outubro de 2025, para 6.651, face aos 4.652 alojamentos licenciados nos 12 meses anteriores.

Desse total, 19,3% corresponderam a tipologias T0 ou T1, 28,8% a T2, 39,9% a T3 e 12,1% a T4 ou superior.

Quanto ao valor de avaliação bancária na habitação, verificou-se nesta região uma subida homóloga de 14,8% no mês de outubro de 2025.

Últimas de Economia

Em 2025, em Portugal, "mais de 500 mil pessoas viviam com menos de 482 euros por mês", considerada uma situação de pobreza preocupante, anunciou hoje Paula Cruz, da EAPN Portugal – Rede Europeia Anti Pobreza.
A produção industrial recuou, em agosto, na Zona Euro e na União Europeia (UE), com Portugal a registar a terceira maior descida em cadeia (2,0%), divulga esta quinta-feira o Eurostat.
O aumento do custo de vida está a ter impacto no dia a dia dos portugueses, com 53% dos consumidores a apontar uma diminuição do seu poder de compra, nos últimos 12 meses, de acordo com um estudo.
Trabalhadores e pensionistas vão receber mais dinheiro em novembro graças à redução de 50% na retenção de IRS. Contudo, o alívio imediato poderá traduzir-se em reembolsos inferiores ou em imposto adicional a pagar no próximo ano, quando forem acertadas as contas com o Fisco.
A Lufthansa apresentou uma proposta de 1201 milhões de euros por 49,9% da TAP, ultrapassando a oferta da Air France-KLM. O CHEGA responsabiliza os governos de Costa e Montenegro pela condução do processo e exige garantias para os trabalhadores e as Regiões Autónomas.
O cabaz alimentar composto por 63 bens essenciais monitorizado pela Deco Proteste voltou a subir 70 cêntimos, fixando-se nos 256,26 euros, informou hoje a associação de defesa do consumidor. O aumento é o segundo consecutivo, com o cabaz a atingir o valor mais alto desde o início do ano.
O CHEGA Açores apresentou dois requerimentos ao Governo Regional, um para exigir medidas de combate ao aumento do custo de vida e outro para esclarecer os resultados do projeto-piloto da semana de quatro dias na Administração Pública Regional.
O preço eficiente dos combustíveis sobe esta semana para 2,167 euros na gasolina 95 simples e para 2,211 euros no gasóleo simples, adiantou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).
A inflação acelerou para 3,6% em setembro, em termos homólogos, o que compara com uma taxa de 3,3% no mês anterior, segundo os dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que confirmam a estimativa rápida.
O cenário económico apresentado pelo Governo para 2027 enfrenta previsões menos favoráveis do Fundo Monetário Internacional. A instituição antecipa um crescimento de apenas 1,9% e uma inflação de 3%, contrariando as estimativas inscritas no Orçamento do Estado e levantando novas questões sobre a evolução do poder de compra dos portugueses.