Mau tempo: Quase 900 realojados em vários distritos do país

Quase 900 pessoas tiveram de ser realojadas desde domingo devido ao mau tempo em Portugal continental, anunciou hoje o comandante nacional da Proteção Civil.

© Luís Forra - Lusa

“No total e até ao momento, foram deslocadas 884 pessoas, estando todas elas devidamente realojadas”, disse Mário Silvestre na conferência de imprensa na sede Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide, Oeiras, no distrito de Lisboa.

As evacuações ocorreram em vários distritos, disse o responsável, exemplificando: 37 pessoas foram retiradas de um acampamento em Viana do Castelo, uma idosa em São Martinho do Porto (Leiria), duas em Ferreira do Zêzere (Santarém), oito em Vila Chã de Ourique (Santarém), dez em Reguengo de Valada no Cartaxo (Santarém), 200 em Alcácer do Sal (Setúbal), 18 em Alcobertas (Santarém), nove em Alpiarça (Santarém), 16 em Grândola (Setúbal) e duas em Odemira (Beja).

Mário Silvestre lembrou que há ainda localidades isoladas no Cartaxo, Coimbra e Algarve, onde uma família de Alma Daninha (Vila do Bispo) recebe apoio dos bombeiros.

Em Reguengo de Alviela, no distrito de Santarém, a Proteção Civil está a “equacionar a evacuação” preventiva da população.

Com a precipitação a manter-se, a ANEPC alerta que os efeitos “vão continuar” e sublinha que o comportamento seguro dos cidadãos é crítico nesta fase.

Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

A situação de calamidade em Portugal continental foi inicialmente decretada entre 28 de janeiro e 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, tendo depois sido estendida até ao dia 08 para 68 concelhos, voltando a ser prolongada até 15 de fevereiro.

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