Cerca de 14% da população de Ourém sem energia elétrica

Cerca de 14% da população do concelho de Ourém, no distrito de Santarém, mantém-se sem energia elétrica quase 15 dias após a passagem da depressão Kristin, lamentou hoje o presidente da autarquia, Luís Albuquerque.

© LUSA

Em declarações à agência Lusa, Luís Albuquerque referiu que, de acordo com os últimos dados da E-Redes, “a percentagem de pessoas sem eletricidade é ainda de 14%, cerca de 4.500 pessoas”, um pouco por todo o concelho.

“Há diversos locais onde ainda não foi possível restabelecer a ligação, especialmente mais no norte do concelho, o que não deixa de ser preocupante tendo em conta que já estamos quase há 15 dias desde a depressão. As pessoas estão a ficar desesperadas”, contou.

Na opinião de Luís Albuquerque, “deviam ser reforçados os meios tanto na média tensão como na baixa tensão”.

“Há zonas já com média tensão onde umas pessoas têm luz e outras não têm, porque a baixa tensão também está deteriorada e não tem havido capacidade de resposta”, contou.

No que respeita ao abastecimento de água, o autarca disse ter indicação de que estará normalizado em praticamente todo o concelho.

A prioridade da autarquia tem sido apoiar as pessoas que estão desalojadas ou deslocadas devido ao mau tempo.

“Temos materiais, fruto da solidariedade de muitas empresas e de muitas pessoas. Temos telhas e lonas que as pessoas vêm buscar para tentar minimizar os estragos. Mas outra coisa é depois a reconstrução”, frisou.

No final da semana passada, a autarquia contabilizou cerca de 40 desalojados, um número que se mantém: “Entretanto mais alguns foram identificados pelos nossos serviços sociais, mas houve outros que já puderam regressar às suas casas depois das intervenções feitas”.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

Últimas do País

As aulas foram hoje canceladas em várias escolas do concelho de Vagos, devido a uma infestação de moscas que obrigou à suspensão do serviço de refeições por falta de condições de higiene e segurança alimentar, informou o Agrupamento de Escolas.
O aluno do concelho de Almada com necessidades educativas especiais, cujos pais processaram judicialmente o Ministério da Educação por não ter vaga numa escola, foi colocado, mas continua sem aulas.
O homem acusado de matar a mulher com 17 facadas em agosto de 2025, no Porto, disse hoje ter ficado "cego e descontrolado", acusando a vítima de o tentar agredir primeiro, após discutirem por causa da aliança de casamento.
O protesto fez-se ouvir esta manhã nas imediações de São Bento. Horas depois, os deputados discutem propostas do CHEGA para baixar o IVA dos combustíveis, aplicar IVA Zero ao cabaz alimentar e acabar com as portagens nas duas pontes sobre o Tejo.
O Mecanismo Nacional Anticorrupção (MENAC) e organismos similares de outros quatro países europeus alertaram hoje, numa declaração conjunta promovida pela instituição portuguesa, que o investimento em defesa "não deve ocorrer à custa da transparência" e integridade.
Trinta mil mosquitos machos estéreis vão ser libertados hoje na freguesia lisboeta de Alvalade, numa primeira fase de um projeto experimental que tem como objetivo final reduzir a população do mosquito-tigre-asiático, explicou à agência Lusa um dos responsáveis.
Um homem, de 29 anos, foi detido pela GNR por suspeitas de "violência psicológica" sobre a sua mãe, de 50 anos, no concelho de Alter do Chão, distrito de Portalegre, divulgou hoje aquela força de segurança.
Cerca de 300 doentes permanecem nos hospitais psiquiátricos à espera de respostas que permitam a sua saída, constituindo um desafio à desinstitucionalização prevista na reforma da saúde mental.
DJ, atuação musical, coreógrafo, ecrãs gigantes e passarela integraram os dois eventos contratados pela Câmara de Cascais. Primeiro-ministro e Presidente da República marcaram presença na cerimónia oficial.
Setenta e três pessoas continuam desalojadas devido ao mau tempo que atingiu o país no início do ano, revelou esta quarta-feira o coordenador da Estrutura de Missão para a Reconstrução da Região Centro, Paulo Fernandes.